Espanha nega endurecimento com imigrantes, apesar de polêmicas leis da UE

A Espanha não endureceu o tratamento dedicado aos imigrantes, apesar de ter incorporado as normas estabelecidas pela União Européia (UE) para regular a entrada de estrangeiros ilegais, afirmou o chanceler espanhol, Miguel Angel Moratinos, em uma entrevista publicada neste domingo no Equador.

AFP |

"A transposição desta norma à legislação espanhola não provocou nenhum endurecimento ou retrocesso dos direitos fundamentais dos imigrantes", indicou Moratinos ao jornal El Universo.

O chanceler disse que as sanções previstas pela UE para empregadores de imigrantes ilegais não tem como intenção perseguir os imigrantes, e sim punir os empresários "que contratam os imigrantes irregulares sem escrúpulos, com o objetivo de explorá-los com baixos salários e péssimas condições de trabalho".

Moratinos argumentou que a Lei de Estrangeiros da Espanha - fortemente criticada por organismos de defesa dos imigrantes - "reforça a garantia dos direitos fundamentais" da população estrangeira, uma vez que "consolida o sistema de contratação nos países de origem e aumenta a capacidade do Estado de combater a imigração irregular, sem menosprezar nenhum dos direitos que os assistem".

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