Espanha nega crise com Cuba por polêmica sobre agentes secretos

Sarajevo, 21 mai (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, afirmou hoje que a saída de agentes secretos espanhóis de Cuba, a qual definiu como uma passagem de bastão, não prejudicará a boa relação entre os países.

EFE |

O chanceler confirmou que um grupo de agentes do Centro Nacional de Inteligência (CNI) saiu de Cuba. A imprensa espanhola afirma que eles estavam na ilha com a missão de investigar membros vinculados à ETA que moram no país.

O ministro espanhol, em entrevista a jornalistas em Sarajevo, onde está de visita oficial, afirmou que a "substituição de agentes acontece em alguns lugares, em outros lugares, e não se deve dar maior importância a isso".

"As relações entre Cuba e Espanha são positivas, normais e não há nenhum tipo de mudança", ressaltou o ministro.

Moratinos lembrou que a sintonia entre dois "países amigos" como Espanha e Cuba pôde ser constatada na primeira reunião que manteve com o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, no dia 12, em Praga, a qual qualificou de "excelente".

O chefe da diplomacia espanhola não quis dar mais detalhes sobre o incidente envolvendo os agentes do CNI, departamento subordinado ao Ministério da Defesa.

A imprensa espanhola informou hoje que a chegada do grupo de agentes do CNI, enviado à ilha para fazer um acompanhamento do coletivo da ETA, tinha originado tensões com o Governo cubano.

Espanha e Cuba inauguraram uma nova etapa de diálogo nas relações bilaterais quando Moratinos viajou a Havana, em abril de 2007. EFE cpg/db

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