Espanha inocenta quatro condenados por ataques em Madri

A Suprema Corte da Espanha inocentou quatro homens que tinham sido considerados culpados de envolvimento nos atentados a bomba contra trens em Madri, em março de 2004. Os quatro estavam entre as 21 pessoas condenadas em 2007 pelos ataques que deixaram 191 mortos e mais de 1,7 mil feridos.

BBC Brasil |

A Suprema Corte determinou que as provas apresentadas para condenar os quatro homens pelo envolvimento no ataque eram insuficientes.

A corte também confirmou a absolvição de um cidadão egípcio suspeito de planejar os ataques, pois ele já havia sido condenado pelo crime na Itália.

Em outubro passado, Rabei Osman Sayed Ahmed foi inocentado da acusação de envolvimento nos ataques em Madri.

Ele já tinha sido sentenciado a oito anos de prisão na Itália por pertencer a uma organização terrorista, e a Justiça espanhola entendeu que ele não poderia ser condenado novamente pelo mesmo crime.

Mas, a Suprema Corte condenou à prisão um dos acusados que, originalmente, não tinha sido considerado culpado.

Maior ataque

Em outubro de 2007, a Justiça espanhola inocentou três homens da acusação de planejamento do ataque e absolveu outros sete, além de condenar as 21 pessoas por envolvimento nos ataques.

Grupos de apoio às vítimas do ataque de Madri criticaram as absolvições e afirmaram que as sentenças determinadas para os condenados foram bem mais brandas do que as pedidas pela promotoria.

O ataque de Madri, no qual 11 mochilas com bombas explodiram em quatro trens no dia 11 de março de 2004, foi o pior ataque terrorista na Europa desde o atentado em Lockerbie, em 1988.

Analistas afirmam que os atentados mudaram o curso da política na Espanha, pois com a eleição ocorrendo três dias depois, os eleitores rejeitaram o governo conservador, que chegou a acusar o grupo separatista basco ETA pelo ataque.

Investigadores espanhóis afirmaram que os acusados eram parte de um grupo militante islâmico local, inspirado pela Al-Qaeda, mas sem ligações diretas com a organização.

A ação extremista do grupo teria sido uma resposta contra a presença de soldados da Espanha no Iraque e Afeganistão, segundo os investigadores.

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