Espanha, França e Reino Unido encabeçam lista de países contra tortura

Washington, 24 jun (EFE).- Espanha, França e Reino Unido são os três países onde a população se posiciona mais claramente contra a tortura, segundo uma pesquisa da organização WorldPublicOpinion.

EFE |

org, da Universidade de Maryland (Estados Unidos), publicada hoje.

Nesses três países, 82% dos entrevistados se mostraram favoráveis à proibição total da tortura contra suspeitos de terrorismo.

Atrás dos três países, ficaram México (73%), China e os territórios palestinos, ambos com 66%. Os Estados Unidos ficaram na 12ª posição, com 53% da população contra a prática da tortura.

Na média geral, 57% dos entrevistados nos 19 países incluídos no estudo expressaram seu desejo de proibir o uso de torturas contra detidos. Apenas 9% apoiaram a idéia de permitir a tortura indiscriminada pelos Governos.

Entre os 19 países, as populações de Índia (59%), Nigéria (54%) e Turquia (52%) mostraram apoio majoritário à permissão da tortura em suspeitos de terrorismo quando a vida de pessoas inocentes está em jogo.

Os entrevistados ouviram dois argumentos. O primeiro era de que "os terroristas representam uma ameaça tão extrema que os Governos deveriam ser autorizados a utilizar algum grau de tortura caso pudessem obter alguma informação que salvasse vidas inocentes".

O outro argumento foi de que "as regras contra a tortura deveriam ser mantidas claras porque o uso de qualquer forma de tortura é imoral e enfraquecerá os padrões internacionais de direitos humanos contra a tortura".

O segundo argumento foi o mais apoiado em 14 dos 19 países.

O diretor do WorldPublicOpinion.org, Steven Kull, disse que a "idéia de que o uso da tortura pelos Governos é equivocada está amplamente estendida em todos os lugares do mundo".

A pesquisa ouviu 19.063 pessoas na China, Índia, Estados Unidos, Indonésia, Nigéria, Rússia, México, Reino Unido, França, Polônia, Espanha, Azerbaijão, Ucrânia, Egito, os territórios palestinos, Irã, Turquia, Tailândia e Coréia do Sul entre os dias 10 de janeiro e 6 de maio.

Estes países representam 60% da população mundial. A pesquisa tem margem de erro de 2 a 4 pontos percentuais para mais ou para menos.

EFE crd/wr/gs

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