Espanha envia missão humanitária ao Haiti

Madri, 22 jan (EFE).- O Governo da Espanha autorizou hoje o envio imediato de uma missão humanitária ao Haiti com 450 militares e 23 guardas civis e disse que proporá à União Europeia (UE) acelerar os processos que já estão em andamento para a adoção de crianças haitianas.

EFE |

Os 450 militares partirão ao Haiti hoje mesmo a bordo da embarcação Castela, que conta com quatro helicópteros, uma unidade sanitária com 27 membros e 100 leitos hospitalares, uma unidade de engenheiros militares para trabalhos de remoção de escombros e abertura de ruas e outra de apoio logístico para produzir e distribuir água potável.

A embarcação Castela, com 160 metros de comprimento, 25 de largura, 6,5 metros de altura e 13.952 toneladas de peso, tem capacidade para 190 pessoas, mas sua capacidade para transportar forças de desembarque chega a até 767 pessoas.

A participação do contingente militar espanhol tem objetivo "eminentemente humanitário" e surge como resposta à solicitação de ajuda e apoio do Governo do Haiti, explicou o Governo em uma nota divulgada.

A missão autorizada inclui o envio da unidade de busca e resgate da Unidade Militar de Emergências (UME), com um total de 37 soldados e três aviões de transporte para sua mudança. Este contingente já se desdobrou no Haiti.

O Governo aprovou também o envio de um contingente das Forças e Corpos de Segurança do Estado para reforçar o componente policial da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah).

Este contingente estará integrado inicialmente por 23 membros da Guarda Civil, pertencentes ao grupo de ação rápida, e ajudarão a manter a ordem pública nos trabalhos de distribuição de alimentos.

A vice-presidente primeira do Governo, María Teresa Fernández de la Vega, anunciou em entrevista coletiva posterior ao Conselho de Ministros que a Espanha - que preside entre janeiro e junho a UE - proporá à União acelerar os processos de adoções de crianças haitianas.

A proposta sobre adoções será apresentada na próxima segunda-feira perante o Conselho Exterior da UE pelo ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos.

O ministro proporá, além disso, impulsionar propostas de assistência e proteção internacional de crianças órfãs por meio dos programas de cooperação próprios de cada país, trabalhando de forma conjunta com Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e com Cruz Vermelha.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti. EFE nac/sa

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