Espanha envia embaixador no Quênia à Somália para resolver seqüestro de navio

Madri, 22 abr (EFE).- O Governo espanhol decidiu enviar seu embaixador no Quênia, Nicolás Martín Cinto, para Mogadíscio com o intuito de acelerar a solução do seqüestro do pesqueiro Playa de Bakio, assaltado e seqüestrado desde domingo por um grupo de piratas.

EFE |

A decisão de enviar o diplomata à capital da Somália foi tomada em uma reunião da comissão coordenadora de acompanhamento do incidente, liderada pela primeira vice-presidente espanhola, María Teresa Fernández de la Vega.

O Ministério de Assuntos Exteriores mantém contato contínuo com os tripulantes da embarcação, que, "segundo informações de que dispõe, está bem", informou o Governo espanhol em comunicado.

O número de seqüestradores do Playa de Bakio tem crescido, já que novos comparsas subiram ao pesqueiro até formar um grupo de cerca de dez pessoas, que usam táticas militares, falou um dos reféns do bando, Mikel Arana, para seu pai por meio de uma ligação.

José María Arana, pai do marinheiro, disse à Agência Efe que os piratas só querem "dinheiro" e, embora ainda não tenham dito quanto querem nem como desejam que o pagamento seja feito, comunicaram que esperam que amanhã chegue ao pesqueiro um "negociador".

A comunicação entre os dois foi breve e não durou nem três minutos, mas serviu para o pescador confirmar a seu pai que os 26 tripulantes do Playa de Bakio estão bem e que a embarcação está ancorada em frente à costa da Somália.

Arana também explicou que os seqüestradores prenderam a tripulação no refeitório do navio, menos o capitão e o chefe de máquinas.

O marinheiro disse que estão sendo tratados "bem dentro do esperado", mas que os piratas roubaram alguns objetos pessoais dos camarotes.

Arana disse que os seqüestradores são "militares, com táticas militares e preparo militar".

O Governo espanhol também informou que mantém contatos com as autoridades da Somália, que "expressaram todo seu apoio" na busca de uma solução rápida e satisfatória ao seqüestro, como fizeram igualmente outras organizações internacionais.

A Espanha também mantém diálogo constante com outros países, como França e Estados Unidos, que já estão prestando ajuda técnica para auxiliar na solução do seqüestro.

A nota lembra que neste ano aconteceram oito seqüestros de navios de diferentes países na região, o que reflete a "seriedade" do problema da pirataria.

Ontem, um grande petroleiro japonês foi atacado, mas conseguiu escapar da investida dos piratas.

A França anunciou que proporá nas próximas semanas no Conselho de Segurança das Nações Unidas a adoção de medidas para o combate à pirataria marítima. EFE so/wr/fal

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