Espanha e UE enfatizam necessidade de explicar lei de retorno

Madri, 17 jul (EFE).- O ministro de Relações Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, e a comissária de Relações Exteriores da União Européia (UE), Benita Ferrero-Waldner, expressaram hoje a necessidade de continuar fazendo um esforço para explicar a lei de retorno para a região ibero-americana.

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Moratinos e Ferrero-Waldner, que acaba de concluir uma viagem por Brasil, Uruguai e Peru, se reuniram na sede do Ministério espanhol, onde um dos principais assuntos abordados foi a lei para imigrantes ilegais da UE e as reações que causou na região ibero-americana.

Em 18 de junho, o Parlamento Europeu aprovou o projeto que estabelece que os "imigrantes ilegais" possam ser retidos por um período máximo de 18 meses enquanto é tramitada sua repatriação.

O ministro e a comissária concordaram sobre a importância de explicar o conteúdo da norma, e discutiram também assuntos como as relações com a região ibero-americana e as perspectivas dos acordos de Associação cujas negociações estão em curso, segundo o Ministério.

Moratinos afirmou que o fortalecimento das relações UE-América Latina e Caribe (ALC) e a organização da 6ª Cúpula birregional serão objetivos prioritários para a Presidência espanhola da UE, no primeiro semestre de 2010.

"Devemos trabalhar minuciosamente para promover um avanço substancial na associação estratégica", disse Moratinos, em comunicado.

Na reunião também foram abordadas as relações da UE com os países do Magreb e, em especial, o Estatuto Avançado para o Marrocos, questões que Moratinos considera "prioritárias para a Espanha".

Moratinos e Ferrero-Waldner analisaram a situação criada pelo "não" da Irlanda ao Tratado de Lisboa e se felicitaram pelos resultados da última Cúpula UE-Rússia da qual saíram duas declarações conjuntas sobre as novas relações com aquele país e a cooperação além da fronteira. EFE cll/bm/plc

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