Espanha e Albânia recebem presos de Guantánamo

MADRI (Reuters) - A Espanha recebeu seu primeiro detento da prisão dos EUA na Baía de Guantánamo, enquanto a Albânia aceitou três ex-prisioneiros, informaram autoridades desta quarta-feira, como parte do esforço para fechar a instalação. Obama prometeu em janeiro de 2009 fechar a prisão dentro de um ano, argumentando que ela havia servido como símbolo de recrutamento de militantes anti-americanos. Seus esforços para fechá-la têm sido dificultados por obstáculos legais e políticos.

Reuters |

O Ministério do Interior albanês disse que aceitou receber os ex-prisioneiros de Guantánamo Saleh bin Hadi Asasi da Tunísia, o egípcio Fati Ali al Mishad, e Abdul Rauf Omar Mohammad Abu al Qusin, da Líbia.

A Espanha disse ter aceitado um prisioneiro não-identificado de origem palestina, que chegou na manhã de quarta-feira.

"Essas transferências serão realizadas com base em um acordo entre os governos dos Estados Unidos da América e da Albânia", disse em comunicado o Ministério do Interior albanês.

A Albânia, sólido aliado dos EUA e membro da OTAN desde o ano passado, já aceitou no passado cinco uigurs chineses de Guantánamo, decisão que irritou a China.

O ministério disse que ambos os governos receberiam consultoria sobre como acomodar os ex-detentos.

O ministro do Interior espanhol, Alfredo Rubalcaba, disse a repórteres que o ex-detento palestino receberia uma licença de residência e teria permissão para trabalhar.

"Por motivos óbvios, não daremos mais informações além de que a pessoa que chegará à Espanha é palestina", disse Rubalcaba, acrescentando que o ex-detento não tinha acusações criminais pendentes nos EUA, Europa ou em seu país de origem.

"Queremos que os detentos que virão à Espanha possam viver suas vidas. Queremos respeitar sua privacidade ao máximo para que ele possa reconstruir sua vida na Espanha"m disse ele.

Obama prometeu fechar a polêmica unidade de detenção instaurada por seu antecessor, George W. Bush, em seu primeiro ano de mandato, mas o prazo venceu em janeiro.

(Reportagem de Emma Pinedo em Madri e Benet Koleka em Tirana)

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