Espanha doa US$ 4 mi à Opas para Haiti e República Dominicana

Madri, 15 jan (EFE).- O Governo espanhol pôs à disposição da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) uma verba de 2,795 milhões de euros (pouco mais de US$ 4 milhões) para a compra de material médico e de emergência destinado ao Haiti e à República Dominicana.

EFE |

A ministra da Saúde espanhola, Trinidad Jiménez, divulgou este número após a reunião mantida hoje com a secretária de Estado de Cooperação Internacional, Soraya Rodríguez, o secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias, e os embaixadores latino-americanos na Espanha para tratar sobre a crise do Haiti.

A quantia será destinada a remédios, compra de equipamentos cirúrgicos e de emergência, hospitais de campanha e medidas contra as doenças epidemiológicas.

Jiménez explicou que esta ajuda econômica "direta" foi aprovada após uma conversa por telefone com a diretora da Opas, Mirta Roses.

Além disso, Rodríguez confirmou que sairá amanhã de Madri um sétimo avião com material de emergência rumo à República Dominicana, país vizinho ao Haiti e que precisa de apoio humanitário e logístico para atender haitianos na fronteira.

Um outro voo posterior levará material e pessoal especializado de ONGs como Cruz Vermelha, Médicos Sem Fronteiras e Intermón-Oxfam.

Rodríguez disse que a Espanha continuará fornecendo ajuda e enviando mais aviões, provavelmente desde a base logística que possui no Panamá, na medida em que for necessário.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. A Cruz Vermelha do país estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro haitiano, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah, a força de paz da ONU no Haiti, morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da "Agência Brasil". EFE alr/bba

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