Espanha diz que haitianos devem protagonizar reconstrução de seu país

Santo Domingo, 18 jan (EFE).- A primeira vice-presidente do Governo espanhol, María Teresa Fernández de la Vega, disse hoje em Santo Domingo que o Governo e o povo do Haiti devem ser os principais atores da reconstrução do país devastado pelo terremoto da terça-feira passada.

EFE |

Na abertura da cúpula "Unidos por um melhor futuro para o Haiti, à qual também assistiu o presidente haitiano, René Préval, Vega afirmou que o Governo desse país e seus habitantes "devem seguir sendo os principais atores da reconstrução de seu país, eles são os que devem decidir seu destino coletivo".

No entanto, ressaltou que é responsabilidade da comunidade internacional "oferecer todo seu apoio para que o que hoje é incerteza se transforme em confiança e o que possa ser ceticismo passe a ser ilusão por um futuro partilhado para todos os haitianos".

Vega disse que o terremoto de 7 graus na escala Richter que castigou o país na terça-feira "é uma das maiores catástrofes que sofreu a humanidade nas últimas décadas".

Lembrou que ontem constatou pessoalmente a situação assim como "o enorme solidariedade de chega de todo o mundo ao Haiti".

Argumentou que as pessoas ao redor do mundo que estão enviando ajudas ao Haiti "estão dizendo, a nós, aos responsáveis políticos que temos de atuar para que a ajuda chegue ao povo".

Vega participa da cúpula "Unidos por um melhor futuro para o Haiti", realizada na sede do Executivo dominicano, em Santo Domingo, para analisar a reconstrução da nação.

À reunião convocada pelo presidente dominicano, Leonel Fernández, também assistem representantes dos Estados Unidos, Canadá, Brasil e de outros países da América Latina.

Além disso, participam o primeiro-ministro das Bahamas, Hubert Ingraham; o de Barbados, David Thompson; assim como o secretário da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, entre outros.

A reunião é preparatória da cúpula mundial proposta pela comunidade internacional para tratar sobre a reconstrução do Haiti.

O terremoto de 7 graus na escala Richter ocorreu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que pelo menos 16 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE mf/dm

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