Espanha diz que Cuba errou, mas defende nova etapa com UE

Madri, 5 jan (EFE).- O chanceler da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, afirmou hoje que o regime cubano errou ao expulsar o eurodeputado Luis Yáñez, mas lembrou que mantém seu plano de mudar a relação da União Europeia (UE) com a ilha durante a Presidência espanhola.

EFE |

Em um encontro com jornalistas estrangeiros, Moratinos assegurou que "não é uma boa notícia" o veto à entrada de Yáñez em Cuba como turista.

"Não é uma boa notícia, penso que os cubanos se equivocaram com essa expulsão", disse Moratinos.

Apesar do incidente, Moratinos garantiu que a Espanha tentará convencer a UE a modificar a chamada posição comum, que fixa desde 1996 as regras da relação do bloco com o regime castrista.

Essa postura da UE, promovida pelo ex-presidente do Governo espanhol José María Aznar, liga o diálogo com as autoridades cubanas a avanços concretos em democracia e direitos humanos.

De acordo com Moratinos, o importante é tentar ajudar Cuba em seu processo de reforma com o diálogo, e não a partir de uma imposição.

"O isolamento, o bloqueio e o embargo não levam a nada. Não deram nenhum resultado em 50 anos", opinou o ministro, que apontou que abrir esta nova etapa "não é coisa de um dia ou dois", mas demanda tempo.

Também deixou claro que a nova relação com Cuba iria acompanhada de iniciativas a favor do respeito dos direitos humanos na ilha, onde há cerca de 200 presos políticos.

Moratinos ressaltou que, se não for possível o consenso com todos os parceiros europeus durante o presente semestre, no qual a Espanha estará à frente da UE, seu país manterá a relação bilateral com Cuba.

"Não é uma questão que vai tirar o sono da Presidência espanhola", concluiu. EFE cpg/rr

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