Espanha defende maior cooperação com A. Latina para enfrentar crise

Madri, 15 jan (EFE).- A secretária de Estado espanhola para a região ibero-americana, Trinidad Jiménez, defendeu hoje que Espanha e América Latina trabalhem em conjunto para sair da atual conjuntura marcada pela crise financeira internacional.

EFE |

As declarações foram feitas durante o Fórum Europa-América Latina-Estados Unidos, que conta com a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e que tem como objetivo debater o impacto da crise financeira na América Latina e no Caribe e o significado da Administração americana de Barack Obama à região.

"A Espanha é um parceiro estratégico da América Latina", afirmou Jiménez na abertura do fórum, organizado pela Secretaria-Geral Ibero-Americana, pelo centro político Inter-American Dialogue e pelo Real Instituto Elcano de Relações Internacionais.

A Espanha e a América Latina "têm um futuro comum partilhado", mas a região latino-americana "também compartilha" com a Europa e os Estados Unidos, disse Jiménez, que destacou que, na medida em que os atores souberem obter "consensos internacionais", estarão "mais e melhor preparados" para enfrentar os problemas globais.

Jiménez lembrou que a chegada de Obama à Presidência dos Estados Unidos abriu "uma janela de esperança" para todo o mundo, e também para a América Latina, "com seu convite ao diálogo e sua aposta no multilateralismo".

A secretaria espanhola disse acreditar que o presidente eleito americano saberá aproveitar esta oportunidade para reforçar a cooperação internacional na solução dos grandes desafios globais.

Para ela, a Cúpula das Américas de abril "será uma das primeiras ocasiões" nas quais Obama "poderá reiterar seu compromisso com a América Latina e o Caribe" e "uma boa ocasião" para que estabeleça os primeiros contatos pessoais com os principais líderes da região.

"Mas, sobretudo, será uma oportunidade para que os EUA transfiram à região a vontade de cooperar em um plano de igualdade nos âmbitos que importam a todos", acrescentou.

Segundo Jiménez, a atual crise financeira global evidenciou "a grande interdependência" entre as economias e os mercados do mundo e como "nenhum pais pode ficar de fora deste debate".

O secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias, afirmou que a região latino-americana conta "com maior capacidade de defesa do que nunca" frente à crise financeira, mas, ao mesmo tempo, está preocupada com os problemas econômicos e com seu impacto nos setores político e social. EFE ep/db

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