Espanha defende entrada de Turquia na UE

Bruxelas, 10 mai (EFE).- O ministro de Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, insistiu hoje no objetivo da Presidência espanhola de turno da União Europeia (UE) de avançar rumo ao ingresso da Turquia ao bloco, mas não precisou quantos capítulos da negociação serão abertos antes de 30 de junho.

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Bruxelas, 10 mai (EFE).- O ministro de Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, insistiu hoje no objetivo da Presidência espanhola de turno da União Europeia (UE) de avançar rumo ao ingresso da Turquia ao bloco, mas não precisou quantos capítulos da negociação serão abertos antes de 30 de junho. "Não posso dizer quantos, mas serão abertos capítulos durante a Presidência espanhola", assegurou Moratinos, em uma conferência conjunta com o chanceler turco, Ahmet Davutoglu, depois de uma reunião de um Conselho de Associação UE-Turquia. O ministro espanhol repetiu a conhecida posição de Madri de que a Presidência espanhola "gostaria" que a Turquia, país candidato desde outubro de 2005, se tornasse membro permanente da UE, mas evitou respondeu concretamente a uma pergunta sobre quando acredita que isso possa ser possível. Davutoglu disse que seu Governo quer abrir "o maior número possível de capítulos da negociação" de adesão, formada por 35, que cobrem todo um espectro de questões políticas, sociais e econômicas. Também disse que seu país quer fechar com a UE um acordo para a readmissão dos imigrantes ilegais que entram em solo comunitário a partir de território turco. Mas a Turquia quer, além disso, começar a negociar com Bruxelas um sistema de isenção de vistos para temporadas de curta duração na UE para cidadãos turcos. O chanceler turco destacou a importância do pacote de reformas constitucionais iniciado pelo Governo de Ancara, ao qual definiu como "um dos mais ambiciosos" lançados na Turquia dentro de seu processo de reformas internas e de modernização. Davutoglu ressaltou também a crescente cooperação entre Turquia e UE em questões internacionais, como o processo de paz no Oriente Médio, a tentativa de diálogo com o Irã sobre seu programa nuclear, o Cáucaso, a Ásia Central e a Aliança de Civilizações. EFE rcf/pd

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