Espanha critica operação israelense em Gaza em meio a protestos em embaixada

Madri, 28 dez (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores e de Cooperação espanhol, Miguel Ángel Moratinos, pediu hoje à chanceler de Israel, Tzipi Livni, o fim da operação militar do Exército israelense sobre a Faixa de Gaza, que já matou cerca de 300 palestinos.

EFE |

Fontes do Ministério de Assuntos Exteriores informaram à Agência Efe que o ministro espanhol conversou por telefone com Livni e expressou a necessidade de que haja um cessar-fogo e de estabelecer as bases de uma trégua permanente entre Israel e o movimento palestino Hamas.

O ministro manifestou sua preocupação com a escalada de violência em Gaza, e acusou o Hamas de ter dado início à situação com seus ataques anteriores com foguetes a território israelense.

No sábado, Moratinos condenou a "desproporcional" resposta de Israel, a mais violenta realizada contra os palestinos desde a Guerra dos Seis Dias, de 1967.

Também hoje, cerca de mil pessoas, entre elas uma grande representação da colônia palestina em Madri, se reuniram diante da Embaixada de Israel na Espanha ao grito de "assassinos" para protestar contra os ataques israelenses à Faixa de Gaza, que deixou cerca de 300 mortos.

Os manifestantes, convocados pela Associação Hispano-Palestina e pela Paz Agora, levavam dezenas de bandeiras palestinas e curdas e gritavam palavras de ordem contra a ocupação israelense e a favor da luta do povo palestino e da Intifada.

Os bombardeios aéreos de Israel na Faixa de Gaza, entre sábado e hoje, deixaram cerca de 300 mortos e 900 feridos, dos quais cerca de 120 se encontram em estado grave.

"Esta embaixada está ensangüentada", "Assassinos", "Israel genocida", e "Sionismo é fascismo" eram algumas das palavras gritadas por centenas de jovens palestinos, que protestaram diante da embaixada israelense sob o olhar da Polícia antidistúrbios, que não chegou a intervir. EFE cpg/db

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