Espanha calcula que 1.400 estrangeiros pediram para voltar para seus países

MADRI - O Governo da Espanha calcula que cerca de 1.400 trabalhadores estrangeiros pediram para entrar no plano de retorno voluntário após dois meses de sua entrada em vigor, o que duplica o número de pessoas registradas no primeiro mês.

EFE |

O plano de retorno voluntário permite que os estrangeiros desempregados de países não comunitários peçam seguro desemprego de forma antecipada e acumulada caso se comprometam a não retornar em um espaço de menos de três anos.

O ministro de Trabalho e Imigração da Espanha, Celestino Corbacho, afirmou que o número de pedidos para se vincular a este plano do Governo espanhol, que entrou em vigor no dia 11 de novembro, está na casa das 1.400 pessoas.

Em seu primeiro mês de vigência, 767 trabalhadores estrangeiros apresentaram solicitações, a maior parte equatorianos (318), seguidos de colombianos (129) e argentinos (105).

Para Corbacho, o plano de retorno "deve ser visto não tanto como uma solução" para que vão embora os estrangeiros desempregados, mas como uma "oportunidade" de uma pessoa que veio para a Espanha para trabalhar em setores que estão agora em crise e cujos países podem lhes oferecer maiores oportunidades.

O ministro espanhol afirmou que estão sendo cumpridas as previsões estabelecidas, que inicialmente estimaram que entre 10% e 15% dos 80.000 trabalhadores que podiam se vincular a este plano o fariam e que agora, com o aumento do desemprego, o número superaria 100.000.

O programa de retorno voluntário afeta os cidadãos de países não comunitários com os quais Espanha tem convênios de Seguridade Social: Andorra, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Rússia, Filipinas, Marrocos, México, Paraguai, Peru, República Dominicana, Tunísia, Estados Unidos, Ucrânia, Uruguai e Venezuela.

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