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Espanha avisa a Israel que força das armas é caminho sem saída

Madri, 5 jan (EFE).- O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, avisou hoje a Israel que a força das armas sem atender aos danos enormes e irreparáveis à população inocente é um caminho sem saída que não levará à paz e à segurança de seu povo.

EFE |

Em declaração realizada no Palácio da Moncloa, Zapatero expressou sua condenação e rejeição tanto a "condutas irresponsáveis e provocadores de ruptura da trégua" quanto a "reações absolutamente desproporcionais e contrárias ao direito internacional humanitário".

"Umas e outras só conseguirão afundar a região e os povos que a habitam de novo na desesperança e na frustração", disse o presidente do Governo espanhol, antes de reafirmar o princípio "irrenunciável" de que a população "não pode ser tomada como refém dos conflitos políticos".

Por isso, "a partir da amizade com o Governo israelense", Zapatero advertiu que este "não será o caminho que levará à paz e à segurança de seu povo" e assim transmitirá ao primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

Também anunciou que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, visitará nos próximos dias Madri e que, na reunião que manterá com ele, abordarão a necessidade de retomar o "caminho da reconciliação palestina sob sua legitimidade internacionalmente reconhecida" e restabelecer a normalidade das passagens fronteiriças.

Zapatero disse que falou com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, com os quais definiu a necessidade de entrar em coordenação para "pressionar conjuntamente" em todos os âmbitos internacionais e pedir um cessar-fogo imediato.

Trata-se, continuou, de obter colaboração e compromisso de todos aqueles que desempenharam e devem continuar desempenhando um papel na solução da crise, "começando pelos países árabes amigos".

O presidente do Governo espanhol defendeu iniciar um mecanismo internacional de coordenação e supervisão do cessar-fogo para garantir a segurança da população israelense e permitir à população palestina uma "vida digna em Gaza".

Assim, ofereceu a disponibilidade da Espanha para participar desse mecanismo internacional, "seja qual for a forma adotada". EFE bal/an

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