Espanha apela a candidatos americanos para participar de cúpula

Madri, 23 out (EFE).- A Espanha incluiu as equipes dos candidatos à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain, além da Casa Branca, nos contatos para participar da cúpula financeira internacional de 15 de novembro, na qual não foi incluída pelo atual presidente americano, George W.

EFE |

Bush.

O chefe do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, não falou diretamente com Bush, mas assinalou que está utilizando todos os contatos na Embaixada americana em Madri, na representação diplomática da Espanha em Washington e no Congresso americano.

Zapatero viaja esta tarde a Pequim para participar da cúpula União Européia-Ásia e aproveitará para manter também contatos que permitam sua presença na reunião de Washington, da mesma forma que fará na cúpula ibero-americana de San Salvador, que acontecerá de 29 a 31 deste mês.

Em Pequim ele se reunirá com os chefes de Estado da e China, Indonésia, Índia e Cingapura, os três primeiros membros do G20, formato eleito por Bush para a cúpula do 15 de novembro sobre a crise financeira.

Também estão nesse grupo Brasil -que preside atualmente o G20- e o México, e com os quais o rei Juan Carlos e Zapatero terão uma reunião em San Salvador.

A Espanha mantém a tese que sua aspiração a participar da cúpula é "legítima" por ser a oitava potência econômica mundial e pela "solidez de seu sistema financeiro", que "resiste melhor que o de outros países aos avanços da crise".

Fontes do Governo espanhol não acreditam que a ausência da Espanha na cúpula seja uma decisão pessoal de Bush pela relação que mantém com Zapatero desde que Espanha retirou as tropas do Iraque em 2004, mas se deve à composição estrita do G20.

O Executivo espanhol considera que "há razões objetivas" para que se considere que o pedido da Espanha não é "caprichoso" e para exigir flexibilidade ao G20, um diretório que, dadas as circunstâncias mundiais, opina que pôde ficar obsoleto.

"Esperamos que o resto de membros do G20 também apóiem a presença espanhola", disseram as fontes governamentais, para as quais não é suficiente a oferta da Casa Branca de escutar teses espanholas que algum representante europeu possa expor na reunião.

Diante essa possibilidade, o Governo espanhol é taxativo: "queremos falar em primeira pessoa e não estamos por um porta-voz" e considera difícil explicar que a Espanha não participe de tal reunião na qual se vão a definir as novas regras do sistema financeiro internacional.

"Quando um tem a razão, usa todos os canais", concluíram as fontes. EFE nl-bb/jp

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