Espaço aéreo terá restrições durante visita de Obama ao Brasil

Segundo a Aeronáutica, medidas devem afetar voos de aeronaves particulares, helicópteros, ultraleves em Brasília e no Rio

Danilo Fariello, iG Brasília |

Além de um pesado esquema de segurança, a visita do presidente americano, Barack Obama, ao Brasil, terá restrições no espaço aéreo brasileiro.

De acordo com o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, as medidas não deverão afetar ou causar restrições a voos regulares que se destinem aos aeroportos de Brasília e do Rio. Deverão ser afetados "voos de aeronaves de pequeno porte, helicópteros, táxi aéreo, planadores, asas-delta, ultraleves, parapentes, paragliders, balões a ar quente e aeronaves para lançamento de paraquedistas.

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Obama vem ao Brasil com a mulher, Michelle, e as filhas (4/3/2011)
Na capital, o espaço aéreo sobre o Plano Piloto, abrangendo o Palácio da Alvorada, a Praça dos Três Poderes e a Esplanada dos Ministérios, em uma área de 35 km² até uma altitude de 5,5 mil metros, terá o sobrevoo proibido no sábado, dia 19 de março.

Da manhã até a noite de sábado, o espaço aéreo da capital será restrito em um raio de 100 km. Nessa área, serão autorizados somente voos comerciais partindo ou chegando à Brasília, assim como voos de aeronaves militares brasileiras ou de  comitivas oficiais estrangeiras. Aquelas com destino a outras localidades serão desviadas de modo que não sobrevoem Brasília.  

No Rio de Janeiro, o espaço aéreo em um raio de 36 km e altitude até 5,5 mil permanecerá restrito entre a noite do sábado e a manhã de segunda-feira do dia 21. Serão autorizados voos regulares partindo ou chegando. Ficará proibido o sobrevoo em uma área de 390 km², que compreende o espaço aéreo desde as imediações do Aeroporto Santos Dumont até Jacarepaguá.

Tanto para Brasília quanto para o Rio, a Aeronáutica afirma que "medidas de policiamento do espaço aéreo poderão ser adotadas caso alguma aeronave descumpra essa orientação".

Seguranças

Para a viagem de Obama a Brasília, cerca de 2,5 mil agentes serão responsáveis pela segurança do presidente dos Estados Unidos no sábado.

De acordo com oficiais, participarão da operação membros das Forças Armadas e de todos os corpos policiais da capital, que trabalharão em conjunto com 250 agentes dos Estados Unidos. A operação incluirá helicópteros da Força Aérea até francoatiradores localizados em locais estratégicos da Esplanada dos Ministérios.

A chegada de Obama a Brasília está prevista para a manhã do sábado, quando após uma breve parada em um hotel que estará blindado por agentes de segurança, se dirigirá ao Palácio do Planalto, onde será pela presidente Dilma Rousseff. Há informações de que os arredores do palácio serão rodeados por cercas de metal em um perímetro de uns 200 metros.

Segundo porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores, Obama chegará ao Planalto às 10h e passará a revista a uma tropa de 217 militares vestidos com uniformes de época, para depois subir a rampa que conduz ao primeiro andar do palácio. Após os hinos dos dois países, Dilma e Obama farão um breve passeio pelo palácio e visitarão uma exposição de pintores nacionais, incluindo o Abaporu, de Tarsila de Amaral, que será inaugurada oficialmente no dia 23.

Depois de uma reunião privada, os líderes seguem para Itamaraty, onde Dilma oferecerá um almoço com um cardápio totalmente brasileiro. O prato principal será picanha, baião de dois e verduras, acompanhado de vinho nacional, de uma adega do sul do país, e sobremesa de graviola. Antes do almoço, Obama e Dilma participarão do encerramento de um seminário que reunirá representantes de 20 grandes empresas dos dois países e, após a sobremesa, o presidente americano se dirigirá a um centro de convenções para assistir a outro evento do setor privado.

Michelle

O líder dos Estados Unidos viajará ao Brasil com sua esposa, Michelle, e suas duas filhas, que terão uma programação paralela, ainda mais secreta que a do líder e com a americana Tania Cooper, esposa do chanceler Antonio Patriota, como anfitriã.

Assim como em Brasília, a segurança nos lugares por onde Obama passará no Rio de Janeiro será reforçada, com uma operação poucas vezes vista na cidade e que desdobrará milhares de agentes por terra, ar e mar.

O secretário de Serviços Públicos do Rio, Carlos Roberto Osório explicou que a prefeitura colocou à disposição dos serviços secretos dos Estados Unidos toda a infraestrutura de seu Centro de Operações, de onde a cidade é vigiada a partir de 500 câmeras e de onde se comanda a segurança pública.

*Com EFE

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