Eslovênia vive dia de reflexão diante de eleições parlamentares

Liubliana, 20 set (EFE) - A Eslovênia vive hoje um dia de reflexão diante das eleições parlamentares deste domingo, nas quais não se aponta um ganhador e é esperada uma batalha entre o governante Partido Democrata Esloveno (SDS) e os opositores Social-Democratas (SD).

EFE |

Segundo uma última pesquisa, publicada nesta sexta-feira à noite na versão eletrônica do jornal "Dnevnik", o primeiro-ministro, Janez Jansa, está à frente com intenções de voto de 30,3%, mais que seu adversário social-democrata, o eurodeputado Borut Pahor, com 27,6%.

No entanto, o instituto de pesquisas Ninamedia afirma ter registrado nas últimas pesquisas uma mudança de opinião e prevê uma apertada vitória do SD, com 30,5%, contra 26,5% do SDS.

As quintas eleições legislativas no país estão dominadas por um escândalo de corrupção relacionado à aquisição de material militar para uma empresa finlandesa.

A televisão pública finlandesa assegura que Jansa teria recebido pessoalmente 21 milhões de euros de uma empresa para facilitar a compra de 135 veículos blindados por um valor de 278 milhões de euros.

Foram detidos na Finlândia vários representantes da instituição ligados ao escândalo, mas Jansa rejeitou as acusações, exigindo provas ou desculpas e acusando seus rivais social-democratas de armar um complô contra si.

Pahor nega ter lançado uma campanha contra o primeiro-ministro e destacou sexta-feira à noite na televisão eslovena que não acredita que Jansa seja culpado, apesar de ter dito que "algo não vai bem" e que a Justiça deve investigá-lo.

Este escândalo deu vida à campanha eleitoral em um país que é considerado "modelo" em sua transformação do comunismo para o capitalismo e que já superou em vários indicadores econômicos membros da União Européia (UE) como Portugal e Grécia.

Jansa destacou na sexta-feira à noite, no último debate exibido pela televisão com Pahor, que, "com o crescimento econômico dos últimos anos, os eslovenos terão, em 2015, os mesmos salários e aposentadorias que a média da Europa desenvolvida".

Além disso, o político conservador atacou o social-democrata ao destacar que a Eslovênia continuará crescendo a um ritmo de 5% e que "não haverá recessão como no Reino Unido e na Espanha, onde os socialistas estão no poder".

Já Pahor lembrou a Jansa que o crescimento econômico recorde dos últimos anos veio acompanhado de uma forte inflação, que, em julho, alcançou 6,8%. EFE vb/fh/db

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