Escritor Salman Rushdie acusa ex-guarda-costas de mentir em livro

LONDRES ¿ O escritor Salman Rushdie acusou de calúnia seu ex-guarda-costas Ron Evans, que escreveu um livro descrevendo o anglo-indiano como uma pessoa arrogante e desagradável, e ameaçou processar a editora responsável pela publicação se a obra não for corrigida.

EFE |

"Ele me retrata como uma pessoa tacanha, má, avara, arrogante e muito desagradável. Na minha modesta opinião, eu não sou nenhuma dessas coisas", afirma Rushdie, de 61 anos, em declarações publicadas hoje pelo jornal britânico "The Guardian".

O escritor foi obrigado a viver escondido e sob escolta durante nove anos, depois de o fundador da República Islâmica do Irã, aiatolá Ruholah Khomeini, emitir em 1989 um decreto que exigia seu assassinato.

Rushdie foi acusado de blasfemar contra o Islã em seu polêmico livro "Os versos satânicos".

Evans, ex-membro da antiga Unidade Especial da Polícia Metropolitana de Londres, critica o romancista em "On Her Majesty's service" ("A serviço de Sua Majestade", em tradução livre), livro que será publicado na próxima semana.

O ex-policial afirma que os guarda-costas de Rushdie acabaram "tão fartos de sua atitude, que (um dia) o trancaram em um armário sob as escadas e foram a um pub tomar uma ou duas cervejas. Quando se refrescaram adequadamente, voltaram e o deixaram sair".

Por sua parte, Rushdie disse que "nada disso ocorreu", pois a relação com seus protetores foi "sempre cordial" e "inteiramente profissional".

O escritor anglo-indiano acrescentou que não está "tentando impedir que ele (Evans) publique seu estúpido livro, mas se publicar como está, haverá conseqüências e uma ação (legal)".

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