Esconderijo de Bin Laden tinha coleção de pornografia, dizem EUA

Autoridades americanas, no entanto, não puderam afirmar se líder da Al-Qaeda havia adquirido ou visto os vídeos

iG São Paulo |

Uma coleção de pornografia foi encontrada no esconderijo de Osama bin Laden pelas forças dos Estados Unidos que o mataram.

De acordo com autoridades do governo americano, a coleção de pornografia encontrada no complexo do líder da Al-Qaeda em Abbottabad , no Paquistão, inclui vídeos modernos registrados eletronicamente e é bastante extensa.

AFP
Esconderijo onde estava Bin Laden, em Abbottabad, no Paquistão
Sob anonimato, os funcionários disseram que ainda não tinham certeza sobre o local exato em que a coleção de pornografia estava ou quem a estava usando. Eles não souberam dizer também se Bin Laden havia adquirido ou visto o material.

O complexo onde se escondia Bin Laden não tinha conexão de internet ou outras redes de comunicação a cabo. Assim, não está claro como os residentes da casa conseguiram adquirir a pornografia. Vídeos apreendidos pelas forças americanas e divulgados pelo Pentágono, no entanto, mostram Bin Laden assistindo a imagens de si mesmo em reportagens de redes de TV árabes, indicando que o complexo possuía equipamentos de reprodução de vídeo.

Materiais retirados do complexo pelos comandos dos EUA incluem drives digitais, que, segundo autoridades americanas, devem ter sido o principal meio pelo qual as mensagens eletrônicas eram transmitidas para o líder da Al-Qaeda.

Três outras autoridades dos EUA que conhecem provas recolhidas durante investigações de outros militantes islâmicos disseram que a descoberta de pornografia não é incomum nesses casos.

Viúvas

Nesta sexta-feira, a Casa Branca informou que o Paquistão concedeu acesso ao governo dos Estados Unidos às viúvas de Osama bin Laden, para interrogatório sobre a presença do líder da Al-Qaeda no Paquistão.

De acordo com o Departamento de Defesa dos EUA, o governo americano interrogou três viúvas do líder da Al-Qaeda. O porta-voz do Pentágono, o coronel Dave Lapan, no entanto, não quis dar detalhes sobre o teor das perguntas ou mesmo se o interrogatório irá continuar.

Vistas como ricas fontes de informação sobre os planos de atentados terroristas da Al-Qaeda, as viúvas de Bin Laden podem não ser a mina de informações que alguns supõem, já que tiveram uma vida de clausura, segundo alguns oficiais e analistas. De acordo com o rigoroso código do islã seguido por Bin Laden, elas nunca se encontraram com homens fora de sua família imediata e não eram informadas por Bin Laden sobre seus negócios.

As viúvas, juntamente com a mulher do mensageiro de confiança de Bin Laden e diversas crianças detidas no casarão de Bin Laden em Abbottabad permanecem nas mãos das forças de segurança paquistanesas, que controlam o fluxo de informações sobre elas.

Há relatos conflitantes a respeito de quantas mulheres e crianças existem e quem são elas. Relatórios iniciais indicaram que 12 mulheres e crianças estavam no recinto, mas agora parece que havia até 17. Algumas das informações dadas por oficiais de inteligência parecem destinadas a gerar dúvidas sobre o relato da ação militar americana, tal como apresentado pelas autoridades dos Estados Unidos, mas nenhuma foi verificada de maneira independente.

Autoridades de segurança paquistaneses, pedindo o anonimato, afirmaram que, juntamente com as viúvas havia 13 crianças, oito das quais eram de Bin Laden.

A quarta mulher, uma paquistanesa que foi ferida no ataque, indicou aos oficiais que primeiro chegaram no casarão que seu marido havia sido morto, disse Asad Munir, um brigadeiro reformado e ex-oficial do serviço de inteligência. Seu marido era Arshad Khan, o mensageiro de confiança de Bin Laden, a quem pertencia o casarão e o protegeu durante mais de cinco anos.

As viúvas de Bin Laden foram identificadas como Um Hamza, ou Mãe de Hamza, cujo verdadeiro nome é Khairiah Sabar e é de Jidá, na Arábia Saudita; Khalid Hum, ou Mãe de Khalid, cujo nome é Siham e é de Medina, na Arábia Saudita; e a mais nova, uma iemenita, Amal al-Saddah, 29 anos. Seu nome como identificado em seu passaporte é Amal Ahmed Abdulfattah.

*Com Reuters, AFP e AP

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