Escola nos EUA substitui funcionários após acusações de abuso sexual

Corpo docente e funcionários serão interrogados; dois professores são presos acusados de cometer abusos sexuais contra crianças

iG São Paulo |

Todos os funcionários de uma escola primária em Los Angeles, nos Estados Unidos, na qual dois professores foram presos sob suspeita de abuso sexual, serão substituídos, informaram autoridades.

Leia também: Suspeito de abuso sexual de crianças é preso na Holanda

AP
Ivis Urbina com sua neta Alexa Agillon, 6 anos, protesta com outros familiares do lado de foram da escola Miramonte em Los Angeles (6/2/2012)

O superintendente do Distrito Unificado das Escolas de Los Angeles, John Deasy, afimrou aos pais e à imprensa que 88 professores e 40 funcionários da escola Miramonte serão transferidos para uma escola que está em construção pelo resto do ano, onde serão interrogados por autoridades da escola, e, se necessário, pela polícia.

Ele acrescentou que todos continuarão sendo pagos e nenhum deles está sob suspeita. As autoridades não souberam informar quanto tempo vão durar as investigações.

Uma equipe inteira de professores é treinada para assumir as salas de aula, e cada uma das classes contará com um assistente social ligado à psiquiatria. "A última coisa com a qual me preocupo é com o custo disso", disse Deasy. "A minha preocupação número 1 é com os estudantes."

A escola permanecerá fechada na terça-feira e na quarta-feira e os novos professores e funcionários começarão a trabalhar na quinta-feira, segundo informou a BBC. "Eu não posso ter outro estudante me dizendo que está com medo", disse Deasy.

A substituição da equipe ocorreu depois da prisão de dois professores de Miramonte na semana passada em casos separados de suposto abuso sexual de crianças. Mark Berndt foi acusado na semana passada de cometer atos de abuso sexual contra 23 crianças, e Martin Springer foi preso na sexta-feira sob suspeita de acariciar duas meninas na sala de aula.

Mais de um quarto dos estudantes de Miramonte faltaram às aulas na segunda-feira, enquanto pais e familiares exigiam por mais proteção na escola. Cerca de 30 protestaram em frente ao portão principal da instituição na manhã de segunda, com cartazes nos quais liam-se: "Nós, os pais, exigimos que nossas crianças sejam protegidas de professores com atitudes lascivas."

Brendt, que trabalhou na escola por 32 anos, foi acusado de agir de forma obscena com 23 crianças, com idades entre seis e dez anos, entre 2005 e 2010. Os atos, citados pelas autoridades, incluem tampar a visão das crianças e alimentá-las com seu próprio sêmen na sala de aula, em um suposto jogo de adivinhação. Berndt, 61 anos, segue preso sob uma fiança de US$ 23 milhões e poderia enfrentar prisão perpétua caso seja condenado.

Springer, 49 anos, foi preso na sexta sob suspeita de ter tocado em duas estudantes de sete anos. Ele está preso sob uma fiança de US$ 2 milhões.

Com AP e BBC

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