Escola acusada de atacar Google se beneficia de publicidade com escândalo

Pequim, 22 fev (EFE).- A escola de formação profissional Lanxiang, na província oriental chinesa de Shandong e até agora praticamente desconhecida entre os estudantes chineses, se beneficiou indiretamente de ter sido acusada de atacar o Google, o que lhe rendeu publicidade, informou hoje a imprensa oficial chinesa.

EFE |

Segundo o diário "Global Times", desde que o nome da escola apareceu na informação de "The New York Times", o telefone da escola não parou de receber chamadas de pessoas interessadas nos cursos de informática do centro educativo.

"Recebemos ligações de todo o país", destacou um professor da escola, que foi criada em 1984, tem 20 mil estudantes e também possui cursos de reparação de automóveis e de culinária.

A informação publicada na semana passada no jornal nova-iorquino assinalava a Lanxiang e a universidade de Jiaotong, em Xangai, como origens do ataque cibernético a contas de correio do Google.

Internautas chineses inclusive brincaram com a publicidade não proposital produzido pelo artigo da imprensa americana: "Você quer se tornar um 'hacker' e atacar o Google? Estude em Lanxiang!", dizia uma peça inventada por um usuário chinês na rede.

Alguns internautas opinam que após a fama que a escola ganhou, seus graduados terão mais facilidade de encontrar trabalho no cada vez mais complicado mercado de trabalho chinês, o que fará o centro educativo ganhar prestígio.

A escola, no entanto, negou no fim de semana a responsabilidade nos ataques ao Google, alegando que não tinha o equipamento necessário para realizar ações desse calibre. EFE abc/ma

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