Escócia diz que Líbia descumpriu promessa de não tratar al-Megrahi como herói

O ministro da Justiça escocês, Kenny MacAskill, defendeu nesta segunda-feira sua decisão de libertar o líbio Abdelbaset Ali Mohammed al-Megrahi, acusado de participação no atentado de Lockerbie, que causou 270 mortes em 1988. No entanto, o ministro acusou a Líbia de descumprir sua promessa de não recebê-lo como um herói.

EFE |

Em reunião de urgência para debater o caso no Parlamento escocês, MacAskill se referiu à grande cerimônia de recepção a al-Megrahi no dia 20, em Trípoli, que reuniu milhares de pessoas.

AP
Usando uma bengala, al-Megrahi é recebido com festa no aeroporto ao chegar à Líbia

"É muito lamentável que o senhor al-Megrahi tenha sido recebido de uma maneira tão inadequada", disse MacAskill. "O Governo líbio tinha dado garantias de que o retorno (do terrorista) seria abordado de uma forma discreta e sensível", explicou o ministro.

MacAskill reiterou que a decisão de libertar o terrorista, de 57 anos e que sofre de um câncer terminal, por razões humanitárias se baseou nos relatórios médicos e no sistema legal escocês, mas negou que haja considerações políticas, diplomáticas ou econômicas por trás disso.

Os três partidos da oposição escoceses - trabalhista, conservador e liberal-democrata - criticaram a decisão de libertar al-Megrahi e acusam o Governo do nacionalista Alex Salmond de ter causado um enorme dano à Escócia.

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