Escocesa com mal de Parkinson tentará legalização da eutanásia no Reino Unido

Londres, 31 out (EFE).- Uma deputada escocesa que sofre de mal de Parkinson anunciou que apresentará em breve um projeto de lei diante do Parlamento de Edimburgo para tentar legalizar a eutanásia.

EFE |

O passo dado por Margo MacDonald reativará o debate provocado pelo suicídio, na Suíça, do jogador de rugby Daniel James, que teve os movimentos totalmente paralisados aos 23 anos, publicou hoje o jornal "The Times".

A Polícia britânica está investigando as circunstâncias da morte do jovem em uma clínica suíça especializada em suicídios assistidos.

Outra britânica, Debbie Purdy, que sofre de esclerose múltipla, também pretende que a Promotoria do país esclareça sua posição sobre as pessoas que ajudam os doentes a se suicidarem, pois estas podem ser legalmente perseguidas.

"Acho que é desumano e, além disso, fútil que as leis neguem esse direito", disse a parlamentar.

"Considero que é preciso mudar a legislação para proteger não só a dignidade dos pacientes na hora de morrer, mas também para garantir que os médicos não sejam obrigados a ajudar um paciente a morrer antes do fim natural de sua vida", acrescentou.

Em março passado, durante um debate parlamentar, MacDonald disse que deveria ser permitido o seu suicídio caso suas dores um dia se tornassem insuportáveis.

O projeto de lei proposto por MacDonald incorporaria aos princípios dos cuidados paliativos o direito de um paciente a escolher o momento de morrer com a ajuda alheia.

A parlamentar fez, no ano passado, um documentário sobre o tema na Holanda.

Ela afirma que o sistema aplicado nesse país, no qual os doentes podem solicitar a ajuda de um médico reconhecido para que os ajude a morrer, é preferível a ter de viajar para a Suíça a fim de se suicidar em uma clínica especializada, como fizeram até agora mais de 100 britânicos. EFE jr/fh/ma

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