Escavações em Jerusalém descobrem via pública de 1.500 anos

Jerusalém, 10 fev (EFE).- Escavações na Cidade Antiga de Jerusalém confirmaram a existência de uma importante via pública construída há 1.

EFE |

500 anos que aparece descrita no conhecido mosaico de Madaba, um mapa da cidade santa.

A descoberta ocorreu durante as obras de restauração na cidade antiga realizada pela Autoridade de Desenvolvimento de Jerusalém, informou em comunicado a Autoridade para Antiguidades de Israel, organismo encarregado pela proteção do patrimônio.

O Mapa de Madaba, um mosaico antigo encontrado na igreja homônima na Jordânia que data do século VI e VII, mostra Jerusalém do período bizantino, onde é possível apreciar a cidade rodeada por muralhas.

No mapa aparece uma porta no oeste da cidade que levava a uma única via pública.

O diretor das escavações, Ofer Sion, acredita que essa rua é a via principal descrita no mosaico de Madaba.

Ao longo dos anos, os arqueólogos descobriram vários vestígios de prédios importantes de Jerusalém que aparecem descritos nesse mosaico, em que autor destacou as igrejas da cidade. Um dos santuários cristãos sobrevivente é a Igreja do Santo Sepulcro.

Até o momento não se tinha conhecimento da rua principal descoberta recentemente, que os arqueólogos acreditam ter se tratado de uma via comercial do período em que a cidade passou do paganismo ao cristianismo.

"De fato, após retirar várias camadas arqueológicas, a uma profundidade de 4,5 metros abaixo do nível da rua de hoje em dia, para nossa surpresa, descobrimos os grandes ladrilhos que pavimentavam a via", afirma.

Ainda foram encontrados grandes paralelepípedos de pedra com mais de um metro de comprimento e rachados pela passagem dos anos, além de uma cimentação, uma calçada e uma fila de colunas cuja origem ainda está sob investigação.

Sion acredita que a via tem o mesmo traçado que uma das vias principais de comércio da cidade antiga na atualidade, que os turistas conhecem como a rua das lojas.

"É incrível ver que a rua David, que hoje tem tanta vida, preservou a rota da buliçosa rua de 1.500 anos atrás", afirma.

Nas escavações foram descobertos inúmeros objetos de ourivesaria, vasilhas, moedas e cinco pequenos pesos de bronze que os comerciantes utilizavam para pesar metais preciosos. EFE db/dm

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