Escândalos de pedofilia em escolas alemãs ganham maior dimensão

Berlim, 6 fev (EFE).- O escândalo de pedofilia em escolas católicas alemãs ganha uma dimensão cada vez maior e, após os primeiros casos denunciados no colégio de elite jesuíta Canisius de Berlim, estima-se agora que o número de clérigos pedófilos poderia subir para cerca de 100.

EFE |

Segundo uma pesquisa realizada pela revista alemã "Der Spiegel", entre as 27 dioceses e arquidioceses alemãs, desde 1995 houve pelo menos 94 clérigos ou professores laicos em colégios católicos sob suspeita de pedofilia. Trinta deles foram processados.

Os números citados por "Der Spiegel" abrangem as informações voluntárias disponibilizadas por 24 das 27 dioceses e arquidioceses.

As outras três não quiseram comentar.

Uma delas, a de Dresden-Meissen, justificou sua recusa a fornecer informações com o argumento de que não se quer "fomentar ainda mais a discussão" existente na opinião pública.

Em declarações à revista, o secretário da Conferência Episcopal Alemã, Hans Langendörfer, afirma que as revelações das últimas semanas "mostram uma face obscura da Igreja" que o "assusta".

Na entrevista a "Der Spiegel", Langendörfer assegura que a conferência episcopal deve abordar "abertamente" o assunto.

No próximo dia 22, a Conferência celebra sua tradicional assembleia geral, na qual o escândalo de pedofilia será previsivelmente um dos temas principais.

Organizações de católicos de base querem levar durante a citada assembleia a Conferência Episcopal a revisar suas diretrizes sobre o tratamento que se deve dar aos que cometem pedofilia.

O escândalo estourou ao quando se revelou que dois professores que trabalharam em várias escolas da Ordem dos Jesuítas alemães na década de 70 e 80 abusaram de seus alunos.

Aos casos dos dois sacerdotes somou-se depois um terceiro, que também abusou de dezenas de alunos. EFE ih/sa

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