Escândalo de escuta telefônica chega mais perto de Uribe

Por Hugh Bronstein BOGOTÁ (Reuters) - O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse nesta terça-feira que uma ampliação do escândalo da escuta telefônica, em que cinco ex-agentes da inteligência foram presos, está sendo orquestrado para prejudicar a sua imagem antes das eleições de maio.

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Uribe, impedido pela constituição de concorrer a um terceiro mandato, continua com sua popularidade em alta, apesar de uma série de escândalos envolvendo as forças de segurança nacional, acusadas de violação de direitos. Seu ex-ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, lidera as pesquisas de opinião para a eleição presidencial de 30 de maio.

Um dos cinco agentes presos no final de semana por ter colocado escutas em juízes, repórteres e políticos da oposição disse que o programa de escuta ilegal de conversas telefônicas foi conduzido do palácio presidencial.

Uribe nega a acusação, que está sendo investigada pela procuradoria geral do país.

"Que coincidência que isto esteja acontecendo durante um período de campanha eleitoral", Uribe disse a uma rádio local.

O juiz da Suprema Corte, César Valencia, que teve seu telefone grampeado, disse que a ordem do grampo veio do alto escalão.

"Foi um ato criminoso administrado pelo palácio presidencial", afirmou ele ao jornal El Tiempo.

O governo também foi abalado por investigações que mostraram que autoridades e legisladores aliados a Uribe cooperaram ilegalmente com paramilitares de direita, considerados terroristas por Washington.

Soldados foram acusados de matarem civis de propósito para ganhar promoções e bônus, fingindo que os corpos eram de guerrilheiros mortos em combate.

Mas os escândalos causaram pouco dano à reputação de Uribe junto aos eleitores, muitos o veem como um herói por causa da sua atuação, apoiada pelos EUA, contra os rebeldes.

Santos é muito associado à posição de Uribe em relação à segurança, que tornou muitas partes do país mais seguras.

Washington vê a Colômbia como um aliado contra os governos de esquerda nas vizinhas Venezuela e Equador. Os investidores normalmente esperam que a política de Uribe continue, independentemente de quem vença as eleições em maio.

Antanas Mockus, que está em segundo lugar nas pesquisas de opinião, é conhecido por ter reduzido a criminalidade de Bogotá durante seus dois mandatos como prefeito. Ele e seu companheiro de chapa Sérgio Fajardo, ex-prefeito de Medellín, estão ganhando força nas pesquisas e também gozam de amplo apoio da comunidade empresarial.

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