Escândalo de corrupção derruba presidente da estatal boliviana de petróleo

La Paz, 31 jan (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, nomeou hoje Carlos Villegas como novo presidente da petrolífera estatal YPFB, em substituição a Santos Ramírez, que nos últimos dias foi ligado a um caso de corrupção.

EFE |

Villegas, até hoje ministro de Planejamento do Desenvolvimento, jurou o cargo no Palácio de Governo, após uma reunião de emergência realizada por Morales e seus ministros na residência presidencial.

Até ontem à noite, o ex-presidente da YPFB, que teve sua demissão anunciada neste sábado, tinha o apoio do chefe de Estado.

Após a subistituição de Ramírez, Morales disse que a nomeação de Villegas é "emergencial" e será acompanhada de uma "auditoria econômica, financeira e legal" na YPFB.

O escândalo de corrupção que derrubou o presidente da estatal YPFB veio à tona na terça-feira, quando o empresário boliviano Jorge O'Connor D'Arlach foi assassinado por assaltantes que lhe roubaram US$ 450 mil na hora em que entrava numa casa que, segundo diversas fontes, pertence a parentes da mulher de Ramírez.

A esposa do ex-presidente da estatal, Jovanna Navia Doria Medina, também é deputada suplente pelo governista Movimento Ao Socialismo.

A empresa de O'Connor, a Catler Uniservice, assinou em julho do ano passado um contrato com a YPFB para a construção de uma instalação petrolífera na região de Santa Cruz avaliada em US$ 86 milhões.

A mesma companhia supostamente também tem operações em países como Brasil, Argentina e República Dominicana.

Segundo as denúncias da oposição e fontes policiais citadas pela imprensa, há poucos dias a Catler Uniservice recebeu da YPFB uma pagamento antecipado de US$ 4,5 milhões para a obra. Já o montante roubado de O'Connor seria de um suborno.

Morales disse que já foi descoberto de onde veio o dinheiro roubado de O'Connor, mas "agora a tarefa é saber para onde ia" ou quem iria se beneficiar dele.

"Santos Ramírez tem a obrigação de se defender perante o povo boliviano", perante as diversas instâncias da Justiça e do Parlamento que investigam assunto, acrescentou o chefe de Estado.

Em entrevista coletiva concedida ontem, Ramírez negou estar envolvido no caso de corrupção, mas também disse que não podia responder pelos supostos familiares de sua mulher envolvidos na denúncia. EFE ja/sc

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