Erupção vulcânica da Islândia se intensifica

REYKJAVIK (Reuters) - Uma erupção vulcânica na Islândia, que resulta em uma coluna de cinzas com mais de 6 quilômetros de altura, prejudicando o tráfego aéreo em todo o norte da Europa, intensificou-se nas últimas horas, disse um especialista nesta quinta-feira. Após mais de 24 horas, a erupção subterrânea sob a geleira Eyjafjallajokull -- dez vezes mais potente do que outro episódio semelhante perto dali, no mês passado -- não dá sinais de ceder, disse o vulcanólogo Armann Hoskuldsson, da Universidade da Islândia.

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"Ela está se tornando mais intensa, mas não haverá lava -- trata-se puramente de uma erupção explosiva", explicou ele à Reuters.

A leste do vulcão, milhares de hectares estão cobertos por uma espessa camada de cinzas, e uma nuvem tapa o sol em algumas partes da costa sul da ilha, segundo a imprensa local.

O vapor emanado derreteu grande quantidade de gelo da quinta maior geleira da Islândia, mas a inundação verificada na quarta-feira, com danos para estradas e pontes, começou a baixar, segundo Hoskuldsson.

A maioria das 700 pessoas retiradas das suas casas na quarta-feira continua em abrigos montados na região pela Cruz Vermelha, disse um funcionário à Reuters.

Por causa da nuvem de cinzas, que durante a noite se deslocou para sudeste, vários aeroportos do norte da Europa tiveram de desviar seus voos. As partículas de cinzas, se aspiradas pelas turbinas, podem derrubar aviões.

Cientistas islandeses detectaram uma maior atividade sísmica nos arredores da geleira, cerca de duas horas antes de o vulcão entrar em erupção, na manhã de quarta-feira, segundo a imprensa local.

Em março, outro vulcão entrou em atividade perto da geleira Eyjafjallajokull, mas sem causar tantos transtornos.

O vulcão agora em erupção se assentou no subsolo no século 9, e desde então entrou em atividade cinco vezes.

Erupções vulcânicas são relativamente comuns na Islândia, embora costumem acontecer em áreas pouco povoadas, com poucos riscos a populações e propriedades. Antes de março, a última erupção na ilha fora em 2004.

(Reportagem de Omar Valdimarsson)

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