Erupção de vulcão na Islândia deixa cinzas e medo em seu rastro

Por Patrick Lannin RAUFARFELL, Islândia (Reuters) - Os habitantes da Islândia viram seus campos virarem um deserto coberto por um pó fino na semana passada, mas agora começam a se preocupar com a possibilidade de que as erupções recentes acordem um vulcão ainda muito maior.

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Cerca de 800 pessoas foram retiradas de suas casas desde o início da erupção do Eyjafjallajokul há uma semana. Agora que o perigo de inundações foi afastado, a maior parte delas já voltou para conferir os estragos.

As cinzas cobriam os campos do pé do vulcão ao sul do glaciar até o mar. Casas e carros estavam cobertas com vários centímetros de finas partículas.

"A coisa não está muito bem neste momento, não está nada bem", disse Gudny Thorvaldsson, 57, que inspecionou sua pequena fazenda com 50 ovelhas e 40 cavalos, que ele cuida principalmente durante o verão como uma pausa para seu trabalho na universidade de agrícola de Reykjavik.

As ovelhas foram recolhidas para evitar que aspirem os possíveis efeitos tóxicos das cinzas, que, segundo os especialistas, contêm muito fluoreto.

Anna Birna Thrainsdottir,43, que é proprietária de uma fazenda ao longo da costa que leva a Reykjavik, disse que perdeu a noção do tempo porque a nuvem de fumaça transformou o dia em noite.

"Estou feliz de ter a luz do dia, mas temos pó em todos os lugares, 20 centímetros de pó", disse.

"Estou preocupada com o que vai acontecer na sequência, haverá ainda mais fumaça na erupção?", acrescentou.

Vulcanologistas disseram que uma erupção embaixo do glaciar Eyjafjallojkull pode levar um vulcão ainda maior, o Katla, a acordar.

O Katla tem uma camada muito mais grossa de gelo na sua superfície e foi o magma tocando o gelo no Eyjafjallajokull que provocou a grossa nuvem de fumaça e pó que parou o tráfego aéreo europeu por seis dias. Ele entrou em erupção pela última vez em 1918.

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