Erupção de vulcão chileno entra em fase crítica

Puerto Montt (Chile), 9 mai (EFE) - A erupção do vulcão Chaitén, no sul do Chile, parece ter entrado em sua fase crítica, disseram hoje especialistas, enquanto os milhares de deslocados por causa da catástrofe tentam se distrair da situação na qual se encontram. Após uma semana de atividade e uma nuvem de cinzas que se expandiu a lugares tão distantes como Santiago do Chile e Buenos Aires, o Chaitén poderia estar se aproximando de uma etapa crítica de seu processo eruptivo, segundo Luis Lara, vulcanólogo do Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin). De acordo com o especialista, a coluna de material ígneo que se levanta a milhares de metros sobre a cratera do vulcão pode estar ultrapassando seu nível de equilíbrio e seu colapso pode estar próximo. A dúvida está em se esse colapso será violento ou gradual, disse aos jornalistas Lara, que baseou suas considerações em que explosões de similares características duraram, no máximo, uma semana seguida. No caso do Chaitén, a possibilidade de um colapso violento da coluna, que cairia sobre os vales próximos a mais de 300 km/h e a 400º Celsius de temperatura, levou o Governo a pedir a evacuação total em um perímetro de 50 quilômetros em torno ao vulcão. A presidente chilena, Michelle Bachelet, viajou hoje à zona pela segunda vez desde o começo da erupção para coordenar no terreno a ajuda aos deslocados e o planejamento do futuro da região afetada. As autoridades decidiram transformar a locali...

EFE |

Uma patrulha do Exército alcançou chegar hoje pela primeira vez ao povoado de El Espolón, cerca de 150 quilômetros de Chaitén, onde 50 pessoas permaneciam isoladas desde o começo da erupção.

Segundo o Escritório Nacional de Emergência (Onemi), a patrulha, que incluía médicos e assistentes sociais, fez revisões aos habitantes, que, além disso, receberam provisões e foram vacinados contra a gripe.

Enquanto isso, os deslocados, que somam oito mil, permanecem em cidades da região de Los Lagos e embora muitos tenham ido para a casa de parentes, centenas continuam em abrigos, como os 170 que estão em um liceu de Puerto Montt, a 1 mil quilômetros de Santiago.

EFE frf/db

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