Equipes lutam contra o tempo para fazer resgates no Haiti

PORTO PRÍNCIPE - Milhares de pessoas seguem ao relento em Porto Príncipe enquanto equipes de resgate de várias partes do mundo começam a chegar ao Haiti em uma luta contra o tempo para encontrar sobreviventes do terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o país na última terça-feira.

iG São Paulo |

Sem um número definido de mortos e desaparecidos, as equipes de resgate enfrentam dificuldades para a organização e a locomoção pelas cidades haitianas devido ao estado das ruas e estradas após o terremoto.

A Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah, na sigla em francês), dirigida militarmente pelo Brasil, agora voltou suas atenções para resgatar as vítimas terremoto e garantir a ordem pública nas ruas do país.

"Soldados e policiais da ONU estão em patrulha noite e dia desde que aconteceu o terremoto, para assim manter a ordem e ajudar nas operações de resgate", disse o porta-voz interino da Minustah, Vincenzo Pugliese, em comunicado divulgado na sede da ONU em Nova York.

Pugliese assegurou que a quantidade de vítimas da catástrofe é "enorme", mas não deu números concretos, apontando apenas que há dezenas ou centenas de milhares de pessoas que perderam suas casas.

A Minustah foi criada em 2004 pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para restaurar a ordem depois da violenta queda e saída do país do ex-presidente Jean Bertrand Aristide. Atualmente, conta com mais de sete mil militares e dois mil policiais, além de quase 1.800 funcionários civis de diferentes países.

Cadáveres nas ruas

Depois do terremoto de terça-feira, seguido por três réplicas menos intensas, as ruas e praças da capital haitiana se transformam em um grande dormitório coletivo na parte da noite.

De dia, essas mesmas pessoas vagam por uma cidade onde os cadáveres apodrecem nas ruas, os feridos esperam um auxílio que não chega e ainda é possível ouvir os lamentos das pessoas presas sob os escombros dos vários edifícios que desabaram.


Corpos estão espalhados pelas ruas do Haiti / Reuters

Em meio a esse panorama, não há autoridade ou ordem. As pessoas se ajudam, enquanto alguns esforçados integrantes de organizações humanitárias tentam aliviar um pouco a situação.

O presidente haitiano, Rene Préval, e os membros de seu gabinete estão em Porto Príncipe, alguns até percorreram as ruas para observar pessoalmente os danos, mas não se reúnem nem tomam decisões, em parte, devido à destruição de muitos dos edifícios públicos e ao fato de que as comunicações não funcionam.

Terremoto devastador

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília na última terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

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