Equipes de resgate tentam ajudar residentes ilhados nas Filipinas

Em quatro aldeias, moradores estão presos nos telhados de suas casas; tufões que atingem o país deixaram pelo menos 55 mortos

iG São Paulo |

As equipes de resgate tentaram neste domingo entregar comida e água para centenas de moradores que estão presos nos telhados de suas casas há dias, por conta das inundações que atingiram o norte das Filipinas. Os tufões que atingem o país desde terça deixaram pelo menos 55 mortos.

AP
Residents de Calumpit, nas Filipinas, procuram abrigo em uma quadra de basquete

O tufão Nalgae chegou à costa da província Isabela, localizada no nordeste do país, no sábado, e então foi em direção a Luzon, principal região de agricultura do norte das Filipinas. O local já estava alagado por conta dos ventos e da chuva que caiu nos últimos dias. O Nalgae deixou pelo menos três mortos no sábado. Já o tufão Nesast matou outros 52 moradores e deixou 28 desaparecidos na sexta.

Nalgae estava sobre o mar da China Meridional indo em direção ao sul da China na tarde deste domingo, a 370 km da costa nordeste das Filipinas, com ventos de 120 km/h e rajadas de 150 kph, informou a agência meteorológica filipina.

O centro nacional metereológico chinês pediu à população que vive em áreas que podem ser atingidas pelas tempestades nos próximos três dias para ficar dentro de casa, informou a agência estatal do país.

Os ventos ferozes do tufão Nalgae provocaram um deslizamento de rochas na montanhosa província de Bontoc, nas Filipinas, no sábado. Uma pedra esmagou um automóvel deixando um passageiro preso até morrer e outro ferido, segundo a polícia local.

Na província Camiling, um homem procurou se proteger com seus dois sobrinhos no momento em que as águas tomavam conta de seu vilarejo no sábado. No entanto, uma das crianças escorregou em uma correnteza e morreu afogada, enquanto seu tio e seu irmão continuam desaparecidos. Um homem alcoolizado também se afogou nas águas, relatou um oficial da polícia.

O Nalgae atingiu partes de Luzon que havia sofrido os impactos do tufão Nesat, que rompeu um dique na baía de Manila. O Nesat, então, chegou ao sul da China, sendo rebaixado para uma tempestade tropical, antes de chegar ao norte do Vietnã na sexta, obrigando 20 mil a deixar suas casas.

Sete cidades ao norte de Manila continuavam inundadas neste domingo, incluindo Calumpit, na província de Bulacan, onde centenas de residentes seguem em seus telhados em quatro aldeias há quatro dias, implorando por ajuda. As equipes de resgate a bordo de botes de borracha não conseguiam alcançá-los, pois as ruas são muito estreitas, segundo informaram as autoridades. Dois helicópteros da Força Aérea jogaram água potável e pacotes com alimentos aos moradores ilhados.

O prefeito de Calumpit, James de Jesus, disse que a água das enchentes estava baixando depois de domingo, despertando a esperança de que a crise fosse acabar mais cedo. Líderes locais foram convidados a ajudar na distribuição de suprimentos de emergência aos residentes das quatro aldeias, que agora podiam ser acessadas. "A situação continua crítica, ainda há casas que não podem ser alcançadas", disse à rádio local.

Nos últimos quatro meses, chuvas de monções, tufões e tempestades no sul e sudeste asiático deixaram pelo menos 600 mortos e desaparecidos. Apenas na Índia, o prejuízo é estimado em US$ 1 bilhão.

Com AP

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