Equipes de resgate seguem no mesmo ritmo de trabalho no Haiti

Genebra, 21 jan (EFE).- Nove dias depois do terremoto que assolou o Haiti, as equipes de resgate continuam trabalhando no mesmo ritmo que no primeiro dia, o que dá ideia da intensidade do desastre, segundo fontes da ONU.

EFE |

A porta-voz do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) da ONU, Elizabeth Byrs, disse à Agência Efe que "falamos por telefone com as equipes e continuam trabalhando ao mesmo ritmo do primeiro dia".

"Isso é algo nunca visto antes em outro desastre", ressaltou, acrescentando que chegou a existir até 2 mil equipes de resgate ao mesmo tempo na área da tragédia.

Sobre a possibilidade de encontrar ainda mais sobreviventes sob os escombros, Byrs disse que "a esperança vai diminuindo, mas não podemos parar, mesmo que seja para salvar apenas uma pessoa a mais".

Até o momento, 121 pessoas foram encontradas com vida após muitos dias enterradas sob os edifícios destruídos, segundo os números da ONU.

Byrs disse que, neste momento, a ajuda humanitária chega à razão de 150 aviões por dia que aterrissam em Porto Príncipe.

"Atualmente, um dos píeres do porto é utilizado para navios não muito grandes", acrescentou.

Espera-se que o porto esteja totalmente consertado no final da semana, o que permitirá a chegada em massa de ajuda e equipamentos pesados para a reconstrução.

A porta-voz da ONU disse que, dos US$ 575 milhões solicitados aos doadores na chamada de urgência, até agora, foi financiado em 27%, e disse que ainda é possível esperar que a entrega de financiamento acelere.

"Como comparação, após os 15 dias do tsunami de 2004, tinha sido cobertos 85% da chamada de urgência", disse.

Milhares de pessoas continuam saindo de Porto Príncipe para se dirigir a outras áreas da ilha, disse hoje a Organização Internacional das Migrações (OIM), que disse que não observa um êxodo em massa de haitianos para o exterior, nem sequer em direção à vizinha República Dominicana.

"Milhares de pessoas continuam abandonando a capital para tentar chegar à casa de parentes ou amigos em regiões menos atingidas", disse o porta-voz da OIM, Jean-Philippe Chauzy.

Diante do deslocamento interno, a OIM afirma que não há fluxo de haitianos para a República Dominicana.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE vh/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG