Equipes de resgate recuam no Haiti, ajuda ainda é insuficiente

Por Patrick Markey e Matthew Bigg PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - A busca por sobreviventes do terremoto que devastou o Haiti perdia força nesta quinta-feira, enquanto equipes de resgate começavam a recuar e a ajuda humanitária, embora em maior quantidade, ainda não era suficiente para as dezenas de milhares de pessoas que ficaram feridas ou desabrigadas.

Reuters |

Um país desesperadamente pobre já antes do terremoto de magnitude 7,0 que deixou em ruínas a capital Porto Príncipe em 12 de janeiro e matou entre 100 mil e 200 mil pessoas, o Haiti agora pede ao mundo assistência básica.

"Estamos satisfeitos com o trabalho que estamos fazendo? Definitivamente não", disse Jon Andrus, diretor da Organização Pan-Americana de Saúde.

"Mas estamos fazendo progressos. Pense onde começamos... Não havia estradas, somente escombros e cadáveres. Não havia comunicação, somente morte e desespero."

O tremor de magnitude 5,9 que atingiu o Haiti na quarta-feira fez com que haitianos alarmados saíssem correndo de prédios e se afastassem de muros. O abalo, no entanto, não causou nova destruição ou reduziu a ajuda internacional, impulsionada pela chegada de mais tropas dos Estados Unidos.

A violência e os saques diminuíram com tropas dos EUA dando segurança para a distribuição de água e comida. Vários haitianos que perderam suas casas seguiam o conselho do governo e buscavam abrigo fora de Porto Príncipe.

Preocupado com a percepção de que os Estados Unidos estão assumindo um papel de liderança à força, o presidente Barack Obama disse na quarta-feira que a Casa Branca está sendo "muito cautelosa" para trabalhar com o governo haitiano e com a Organização das Nações Unidas (ONU).

"Quero garantir que, quando a América projetar seu poder ao redor do mundo, isso não seja visto somente quando está travando uma guerra", disse Obama à ABC News.

"Também tem que ser capaz de ajudar pessoas que precisam desesperadamente. E, em última instância, isso é bom para nós. Será bom para a nossa segurança nacional no longo prazo."

A ONU elogiou a República Dominicana por estabelecer um corredor humanitário de Santo Domingo a Porto Príncipe e pelo envio de 150 tropas da ONU para se juntarem a um contingente peruano de capacetes-azuis para proteger a área.

(Reportagem adicional de Catherine Bremer, Joseph Guyler Delva e Natuza Nery em Porto Príncipe, Lesley Wroughton e Adam Entous)

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