São Paulo, 3 jan (EFE).- As equipes de resgate começaram hoje o terceiro dia de buscas entre as toneladas de lama e escombros deixados por deslizamentos de terras causados pela chuva em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, onde já foram resgatados 41 corpos.

Após descansar durante a noite, bombeiros, policiais e militares retomaram o trabalho de buscas tanto na praia do Bananal, em Ilha Grande, onde foram resgatados 28 corpos, quanto no centro de Angra - do qual o primeiro faz parte -, onde foram achados 13 mortos.

A tragédia, localizada cerca de 150 quilômetros ao sudoeste do Rio de Janeiro, foi consequência de deslizamentos de terra causados pelas fortes chuvas registradas entre quarta e sexta-feira no Sudeste.

Com os últimos balanços, que situam em pouco menos de 80 os mortos por causa das chuvas de final de ano, já se supera o pior Ano Novo da história recente, a de 1º de janeiro de 1989, com 55 pessoas que morreram no naufrágio do "Bateau Mouche IV".

Conforme avançam os trabalhos em Ilha Grande, que devem continuar por mais duas semanas, percebeu-se que a pousada Sankay foi atingida parcialmente, e que o pior aconteceu com a residência dos donos, e não os quartos dos hóspedes, algumas delas intactas.

Além disso, na praia do Bananal, uma pequena comunidade onde vivem cerca de 270 pessoas, outras sete casas foram atingidas, a maioria alugada a turistas que chegaram para passar o Ano Novo. EFE az/an

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