Equipes continuam procurando as caixas-pretas do voo 447 da Air France

As caixas pretas do Airbus da Air France que caiu no Oceano Atlântico diante do litoral brasileiro com 228 pessoas a bordo ainda não foram localizadas, informou nesta terça-feira à AFP um porta-voz do Birô de Investigação e Análise (BEA) francês.

AFP |

"As equipes de buscas continuam verificando todos os ruídos captados", acrescentou a fonte.

O BEA, organismo encarregado das investigações técnicas apra determinar as causas do acidente com o avião que fazia o trajeto Rio de Janeiro-Paris, "comunicará tão logo haja a confirmação de uma informação precisa", disse ainda.

"No momento, não localizamos qualquer sinal enviado pelas balizas e que tenha sido confirmado", informou, por sua vez, o diretor do BEA, Paul-Louis Arslanian, acrescentando que alguns sinais já foram captados, mas ainda não identificados.

"Isso não quer dizer que esses sinais sejam das balizas; isso exige uma verificação", explicou.

Uma informação colocada nesta terça no site do jornal francês Le Monde afirmava que as caixas-pretas do voo AF447 haviam sido localizadas.

"Navios da marinha francesa captaram um sinal fraco emitido pelas balizas das caixas", informou o site.

"Esta manhã, todos tiveram uma esperança quando ouvimos que as caixas-pretas haviam sido encontradas. Infelizmente, foi um alerta falso", explicou mais tarde o secretário de Estado encarregado dos transportes, Dominique Bussereau, falando à Assembléia Nacional.

"No momento, não tenho confirmação da localização das caixas-pretas", assinalou o capitão de navio Christophe Prazuck, do Estado-Maior das Forças Armadas francesas, questionado pela AFP.

Contactado pela rádio Europe 1, Philippe Guillemet, capitão do navio de investigação "Pourquoi pas", que participa nas buscas, desmentiu formalmente a informação.

"Recebemos ondas acústicas, mas, infelizmente, nada foi comprovado", declarou.

"Quase todos os dias recebemos sinais, mas é preciso analisá-los".

As caixas-pretas de um voo emitem sinais que permitem localizá-las apenas durante um mês e esse prazo se aproxima de seu fim, uma vez que o acidente ocorreu no último dia primeiro.

Na busca das caixas participam o submarino nuclear francês "Emeraude", dois rebocadores de alto-mar que rastreiam o fundo marinho através de sonares e navio de exploração submarina "Pourquoi pas" equipado com um submarino e um robô.

Segundo o Le Monde, este submarino, o "Nautile", foi lançado na segunda em busca das caixas.

Os restos do avião encontrados nas últimas semanas foram localizados numa zona onde se calcula que a profundidade é entre 3.000 e 5.000 metros, e cuja topografia marinha torna muito difícil o acesso.

No fim de semana, as autoridades brasileiras advertiram que têm poucas esperanças de achar mais restos ou partes do avião.

De fato, o avião militar brasileiro R99, especializado em rastreamentos noturnos, foi retirado das operações de busca dos restos do Airbus da Air France desaparecido no Oceano Atlântico há três semanas, anunciou no sábado o Exército em um comunicado.

"O R99 voou mais de cem horas e cumpriu um papel fundamental na operação, principalmente em sua fase inicial", afirma o exército, referindo-se ao aparelho que permitiu localizar os primeiros restos do voo 447.

O Embraer R99 da Força Aérea brasileira é um avião do tipo Awac construído em um bimotor executivo de fabricação brasileira e idealizado para vigiar a Amazônia.

bur/cn

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