Equipes ainda buscam corpos e sobreviventes no Paquistão

Equipes de resgate continuam tentando encontrar corpos e sobreviventes do ataque suicida que destruiu o Hotel Marriot, na capital paquistanesa, Islamabad. Pelo menos 53 pessoas morreram e 266 ficaram feridas depois que um caminhão carregado de explosivos foi detonado em frente ao hotel, na parte onde eram feitas as checagens de segurança.

BBC Brasil |

A maior parte das vítimas era de paquistaneses, mas o embaixador checo estava entre os pelo menos quatro estrangeiros mortos no ataque.

O atentado foi o pior já realizado na capital paquistanesa desde que o governo começou a combater militantes extremistas.

Explosão
O ministro do Interior, Ramen Malik, informou que havia cerca de 600 quilos de explosivos dentro do caminhão, e que os responsáveis pelo atentado eram ligados a grupos militantes que atuam na região da fronteira com o Afeganistão.

O atentado pode ter sido em vingança contra uma violenta operação do Exército paquistanês na região, que vem bombardeando suspeitos de integrar o Talebã com caça-bombardeiros.

A explosão de sábado deixou uma cratera de seis metros em frente ao hotel. A grande maioria das vítimas era paquistanesa.

Na manhã de domingo, os serviços de emergência ainda tentavam alcançar os andares mais altos do prédio, onde temia-se que muitas pessoas tenham ficado presas.

Desabamento
A violenta explosão danificou a estrutura de metal e concreto do hotel e provocou um incêndio que queimou os 290 quartos dos cinco andares do prédio e durou até a manhã de domingo.

Testemunhas descreveram cenas de horror, com corpos cobertos de sangue sendo retirados dos escombros e hóspedes e funcionários correndo para buscar abrigo.

As equipes de resgate estão fazendo buscas em cada quarto do Marriott, mas o trabalho foi prejudicado pelo calor e alguns focos de incêndio, segundo informações da agência de notícias Associated Press.

As autoridades advertiram que o edifício pode desabar por causa do incêndio.

Há informações de que havia pelo menos 200 pessoas quebrando o jejum do Ramadã - o mês sagrado dos muçulmanos - nos cinco restaurantes do hotel, na hora do atentado.

O ataque ocorreu pouco depois de o presidente, Asif Ali Zardari, prometer combater o terrorismo, em seu primeiro discurso no Parlamento desde que foi eleito, no mês passado.

Depois do atentado, ele disse em um comunicado transmitido pela TV: "Isto é uma epidemia, um câncer que temos que arrancar do Paquistão. Não vamos ter medo desses covardes".

EUA
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, condenou o atentado e prometeu assistência.

Ele disse que a explosão ressalta a "constante ameaça enfrentada pelo Paquistão, pelos Estados Unidos e por todos aqueles que se opõem ao extremismo violento".

Bush disse ainda que os EUA "vão ajudar o Paquistão a confrontar esta ameaça e trazer os responsáveis perante a Justiça".

O Marriott Hotel era um dos mais prestigiados da capital e era popular entre estrangeiros e a elite paquistanesa.

Ele ficava próximo a prédios do governo e de missões diplomáticas, e a segurança era reforçada, com hóspedes e veículos sujeitos a revistas.

O hotel, no entanto, já havia sido alvo de militantes e no ano passado um extremista suicida provocou a própria morte e de mais uma pessoa em um atentado no prédio.

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