Equipe simulará em Moscou por 105 dias ambiente em Marte

Paris, 11 dez (EFE).- Isolados durante 105 dias em um centro especializado em Moscou, uma equipe de quatro russos e outros dois europeus simulará as condições de vida em Marte, com vistas a uma eventual viagem tripulada da Agência Espacial Européia (ESA) ao planeta vermelho, informou hoje essa organização.

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"Acho que o homem terá que deixar a Terra e ir à frente, como sempre ocorreu no passado com a prospecção terrestre", declarou em coletiva de imprensa Cyrile Fournier, um dos quatro europeus que chegaram ao processo de seleção final, dos mais de 5.600 que apresentaram sua candidatura.

Só dois deles participarão totalmente no experimento, que começará em 29 de março no Instituto de Problemas Biomédicos de Moscou, enquanto os outros dois servirão de substitutos e poderão ser chamados até o último momento, explicaram os responsáveis da ESA.

Nesse centro, um "laboratório humano" condicionado especificamente para o programa, e a partir dos resultados desse primeiro teste, começará no final do próximo ano um segundo estudo de 520 dias.

Esse é o tempo que se calcula que demoraria uma missão tripulada para chegar a Marte, desenvolver sua missão no planeta vermelho e retornar à Terra.

Ainda não se formou a equipe para o isolamento de longa duração, mas a ESA não descarta que participem os mesmos que estarão envolvidos no programa de 105 dias.

Enquanto isso, os escolhidos para essa primeira aventura se conscientizam do que lhes espera: uma centena de dias em um espaço reduzido no qual dedicarão oito horas a desenvolver tarefas específicas de treino, oito a dormir e oito ao lazer.

"Jogaremos xadrez, embora espero que não durante os 100 dias", brincou Cedric Mabilotte, outro dos escolhidos para estar confinados em um recinto que "tentará simular ao máximo as condições de Marte".

Todos eles, três franceses e um alemão, têm uma importante preparação acadêmica em campos científicos, falam vários idiomas, têm entre 28 e 40 anos e gozam de uma excelente saúde.

Suas motivações não são econômicas - cobrarão US$ 18 mil pelos 102 dias- mas se transformar em "uma pequena parte de uma grande cadeia que ajudará a que no futuro o homem deixe a Terra" rumo a Marte, explicou Oliver Knickel, o candidato alemão.

No experimento se abordarão aspectos relacionados com psicologia, fisiologia, imunologia, microbiologia e telemedicina para abordar os que seriam os maiores desafios de uma hipotética missão tripulada a Marte, tais como a gravidade, a radiação e o isolamento. EFE jaf/rr

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