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Equipe de O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus lembra Heath Ledger

Antonio Martín Guirado. Los Angeles (EUA), 24 dez (EFE).- O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus, o último filme protagonizado por Heath Ledger, estreia nos Estados Unidos na sexta-feira, quase dois anos depois da morte do ator australiano, lembrado com emoção por seus companheiros de equipe.

EFE |

"Sentimos saudades", disse o diretor do filme, Terry Gilliam, em entrevista coletiva em Los Angeles. "Era uma pessoa extraordinária, com um talento infinito, e com os pés no chão. Sempre lembrarei sua grandeza e sua forma de ser, não tinha medo de nada", acrescentou.

O ator morreu aos 28 anos no dia 22 de janeiro de 2008, em Nova York, por uma overdose de medicamentos, em plena gravação deste filme, que Gilliam teve que terminar com a ajuda de Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell, que substituíram Ledger em seu papel.

"Chamei pessoas próximas a ele e todos aceitaram. Demos a eles um DVD com o que Heath tinha gravado e eles ensaiaram. Johnny gravou suas cenas em três horas e meia. É um gênio, assim como Jude e Colin. Estiveram brilhantes", afirmou o cineasta.

O filme conta a história do Doutor Parnassus (Christopher Plummer) e seu mundo imaginário se passa em uma Londres contemporânea em forma de teatro ambulante.

O contador de histórias Parnassus consegue fazer com que os personagens interpretados por Lily Cole, Verne Troyer e Andrew Garfield entrem em seu universo imaginário através de um espelho, uma habilidade que ganha por meio de um pacto com o diabo (Tom Waits) que o tornou mortal, mas a um alto custo.

"Parnassus representa quase qualquer artista", afirmou o cineasta. "Entusiasma as pessoas, faz com que observem o mundo com um olhar fresco. Mas ninguém presta atenção nele. Esse é o destino da maioria dos artistas", afirmou.

Um farsante, interpretado por Ledger, Depp, Law e Farrell, se junta ao grupo, e depois de estar à beira da morte, ajuda Parnassus a salvar sua filha (Cole).

Quando o personagem de Ledger atravessa o espelho, seu personagem ganha vida nos rostos dos outros três atores.

O diretor, que trabalhou com Ledger em "Os Irmãos Grimm" (2005), conta que o ator australiano era uma pessoa com muita energia, uma mente "com muita experiência" presa em um corpo jovem.

"Era muito divertido e todo o mundo podia perceber um alma velha e sábia em seu interior. Tinha uma experiência de vida muito maior que podíamos imaginar por sua idade", disse o cineasta.

Cole e Troyer também fizeram declarações nesse sentido.

"Deu tudo pelo papel e ajudava seus companheiros com qualquer detalhe", disse Troyer. "Era uma pessoa incrível", acrescentou.

Já Cole ressaltou a "aprendizagem", tanto profissional quanto pessoal, que adquiriu após trabalhar com o Ledger.

"Aprendi muito observando como atuava, mas, sobretudo, aprendi como pessoa", disse a modelo britânica de 21 anos. "Me chamou a atenção sua extraordinária força vital, sua energia e generosidade.

Era alguém capaz de inspirar os demais. O que fazia ia além de qualquer técnica de interpretação", acrescentou. EFE mg/pd

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