Benjamin Netanyahu, que antes despontava como favorito para as eleições desta terça-feira em Israel, agora, segundo as últimas pesquisas, aparece praticamente empatado com o Kadima, da chanceler http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/02/09/livni+chega+as+eleicoes+de+israel+com+futuro+politico+ameacado+3934909.html target=_topTzipi Livni." / Benjamin Netanyahu, que antes despontava como favorito para as eleições desta terça-feira em Israel, agora, segundo as últimas pesquisas, aparece praticamente empatado com o Kadima, da chanceler http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/02/09/livni+chega+as+eleicoes+de+israel+com+futuro+politico+ameacado+3934909.html target=_topTzipi Livni." /

Equilíbrio em eleições deixa em aberto futuro político de Israel

JERUSALÉM - O partido de direita Likud, de http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/02/09/netanyahu+desponta+como+um+dos+favoritos+nas+eleicoes+israelenses+3934910.html target=_topBenjamin Netanyahu, que antes despontava como favorito para as eleições desta terça-feira em Israel, agora, segundo as últimas pesquisas, aparece praticamente empatado com o Kadima, da chanceler http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/02/09/livni+chega+as+eleicoes+de+israel+com+futuro+politico+ameacado+3934909.html target=_topTzipi Livni.

EFE |

Quando o Likud aparecia na frente nas pesquisas, as eleições pareciam caminhar para dar um giro na direção de posturas mais conservadoras em Israel, porém números recentes tornaram isso um tanto incerto e voltaram a jogar interrogação sobre o futuro político do país.

Pesquisas divulgadas na última sexta-feira pelos jornais "Ha'aretz" e "Yedioth Ahronoth" apontam empate técnico entre Likud e Kadima.

As enquetes coincidem em atribuir 27 deputados ao Likud e 25 ao Kadima, enquanto o "Jerusalem Post" aponta diferença de 26 assentos a 23 em favor da legenda de Netanyahu.


Netanyahu faz propaganda em Israel / AP

As pesquisas confirmam também a forte ascensão do partido conservador Yisrael Beiteinu, do ex-ministro Avigdor Lieberman, que obteria entre 18 e 19 cadeiras.

Liderança ameaçada

Desde que foi convocado o pleito no final de outubro, o dirigente do Likud e ex-chefe do Executivo entre 1996 e 1999 apareceu várias vezes como favorito nas intenções de voto.

Netanyahu ganhava em cinco deputados da ministra de Assuntos Exteriores e chefe da legenda governante Kadima, Tzipi Livni, segundo uma pesquisa do jornal "Maariv", por exemplo, que lhe dava a vitória com 27 das 120 cadeiras do Parlamento.

O jornal "Ha'aretz", em outra pesquisa anterior, também o dava como vencedor com um número similar de deputados, enquanto o apoio a Livni rondava entre 23 e 25 deputados.


Palestina caminha em frente a cartaz de Livni / AP

Israel vai às urnas

Israel vai às urnas antecipadamente devido à renúncia do primeiro-ministro Ehud Olmert, que deixa seu cargo abatido por uma gama de suspeitas de corrupção pelas quais ainda é investigado.

Caso as previsões se cumpram, o sucederá no cargo Netanyahu, já que analistas prevêem que, mesmo em um empate técnico com Livni, ele seria o candidato com melhores possibilidades de formar uma coalizão de governo sólida.

Sobre suas aspirações, caso vença as eleições e consiga formar um governo, o líder do Likud basicamente propõe dois objetivos: restaurar a segurança no país e impulsionar uma paz econômica com as forças moderadas palestinas.

"Devemos mudar a atual equação e construir a paz desde a base da pirâmide", declarou em um encontro com a imprensa pouco antes do pleito, ao explicar sua iniciativa que propõe impulsionar um processo para melhorar a prosperidade na Cisjordânia, mas que em nenhum momento fala de um futuro Estado palestino.

O Likud se encarregou de destacar durante a campanha sua rejeição a futuras retiradas dos territórios palestinos ou a que se divida Jerusalém, intenção da qual acusa sua mais direta concorrente, Livni.

"Não consideramos que a população na Judéia e na Samaria (nome bíblico da Cisjordânia) deva ser retirada de seus lares em futuras remoções, nem acreditamos em uma negociação (com os palestinos) cujo resultado nos faça parecer mais fracos", explicou Tzipi Hotobeli, candidata do Likud.

Atrás dessas declarações se escondem as intenções de seu partido de atrair os setores mais conservadores, incluindo colonos, a fim de poder consolidar uma coalizão em sintonia com as posturas mais reacionárias do espectro político israelense.

A chave para garantir essa base é "Israel é Nosso Lar", legenda de traços xenófobos que defende um teste de lealdade com os cidadãos árabes do país ou separar fisicamente judeus de árabes e só permitir a residência aos que se sentissem de alguma forma ligados ao Estado Judeu.

Moderados elevam o tom

Na campanha eleitoral tanto o Kadima de Livni, como o Partido Trabalhista de Barak, elevaram o tom de suas declarações para mostrar dureza, com o objetivo de atrair um eleitorado que não se sente seduzido por slogans pacifistas.

"Acabamos de sair da guerra (em Gaza) e a palavra paz não é muito popular em plena campanha", reconhece Nachman Shai, representante do Kadima.

A trabalhista Einat Wilf concorda com ele. Para ela, a população é influenciada pela sensação de fracasso e insegurança dos últimos três anos e o importante neste momento é quem é a pessoa mais forte.

Partidos de direita ganham popularidade. Assista abaixo:

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