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Equatorianos avaliam nas urnas socialismo do século XXI

Quito, 25 abr (EFE).- Mais de 10 milhões de equatorianos convocados a ir às urnas amanhã decidirão se aprovam o projeto do atual presidente do Equador, Rafael Correa, de seguir o caminho do socialismo do século XXI.

EFE |

Correa chegou ao poder em janeiro de 2007 com o que chamou de revolução cidadã para buscar mais igualdade social, em um país onde a maioria da população é pobre.

Em seus dois anos de Governo, Correa concretizou algumas ofertas aos setores mais desfavorecidos, como melhoras no sistema de educação, saúde e maior atenção ao setor produtivo, em uma tentativa de afastar o país da dependência do petróleo, principal produto de exportação e, portanto, maior fonte de receita do país.

Nas eleições de amanhã, nas quais Correa é favorito, os equatorianos decidirão se seguem o caminho do socialismo do século XXI, objetivo que o presidente equatoriano compartilha com os chefes de Estado da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales.

Correa buscou diversificar os mercados para os produtos equatorianos, em uma tentativa de evitar um predomínio dos Estados Unidos.

No entanto, a oposição criticou duramente a aproximação do Governo de Correa a nações como Irã e China.

Em relação ao aspecto financeiro, o giro de Correa à esquerda o levou a deslocar tradicionais agentes de crédito, como o Banco Mundial (BM), e a se afastar do Fundo Monetário Internacional (FMI), buscando, como alternativa, fontes de empréstimos de organismos regionais.

Quanto à integração, Correa apoia a União de Nações Sul-americanas (Unasul) e que o Banco do Sul, ainda em projeto, seja um de seus pilares.

O presidente equatoriano também aposta na criação de uma "Organização de Estados Latino-americanos", que inclua Cuba e que substituiria a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Correa criticou várias vezes o modelo neoliberal aplicado na América Latina e em seu país nas últimas décadas.

Em contraste, insiste em que a revolução cidadã que propôs coloca "o ser humano e seu trabalho" no centro da gestão pública.

Com seu projeto de revolução cidadã, o chefe de Estado diz que pretende dar prioridade ao desenvolvimento social sobre o crescimento econômico e o pagamento da dívida externa.

Além disso, entre seus objetivos, está derrotar a "partidocracia", como denomina os partidos políticos tradicionais e aos quais criticava ainda antes de ser candidato a presidente em 2006.

Como figura pública, Correa apareceu no cenário em abril de 2005, como primeiro ministro da Economia do Governo do presidente Alfredo Palacio, após a saída de Lúcio Gutiérrez da Chefia do Estado.

Nas relações com os países vizinhos, a ruptura das relações diplomáticas com a Colômbia foi muito criticada por diversos setores comerciais e políticos no país.

Correa rompeu relações diplomáticas com a Colômbia em março de 2008, por causa da violação territorial por parte de militares colombianos que cruzaram a fronteira equatoriana em Angostura, dentro de uma operação contras as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Em sua candidatura à reeleição, Correa defende como uma de suas grandes conquistas a redação e aprovação da nova Constituição do país, que reforma o sistema de partidos e parlamentar, assim como os tribunais e organismos de controle do Estado. EFE sm/an

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