Os membros da Assembléia Constituinte do Equador entregam nesta sexta-feira ao Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) o texto da nova Carta Magna, aprovado na noite de quinta-feira. Após receber a proposta da nova Constituição, o TSE irá convocar um referendo popular para o dia 28 de setembro, para que os eleitores equatorianos aprovem ou rejeitem o texto.

A proposta, aprovada por 94 votos a favor e 32 contra, tem 444 artigos e amplia os poderes do presidente do Equador, Rafael Correa.

A nova Constituição prevê a possibilidade de que o presidente concorra a dois novos mandatos consecutivos.

Também permite que o presidente dissolva o Congresso nos primeiros três anos de seu mandato de quatro anos.

O texto passa ainda para o presidente funções atualmente executadas pelo Banco Central.

Reformas
Segundo Correa, as reformas vão acabar com a instabilidade política e tornar o Equador uma sociedade mais justa.

No entanto, críticos afirmam que as mudanças propostas representam uma concentração de poder nas mãos do presidente.

A promessa de uma reforma constitucional foi um dos pontos da campanha de Correa quando concorreu à Presidência, em 2006.

Caso seja aprovada no referendo popular de setembro, esta será a 20ª Constituição do país andino.

Cerimônia
Na quinta-feira, a votação final do texto foi feita em meio a debates acalorados.

Ao final da sessão, porém, governistas e opositores comemoraram o fim de oito meses de trabalho, empunhando a bandeira do país e cantando o hino nacional.

Uma grande cerimônia está prevista para esta sexta-feira para a entrega do texto ao TSE.

O ato será realizado na sede da Assembléia Constituinte, na cidade de Montecristi, com a presença do presidente do Equador, de embaixadores de vários países e de representantes de setores sociais.

Funcionários públicos e do setor privado trabalharam apenas meio turno e as aulas nas escolas foram suspensas para que a população possa acompanhar a "importância histórica" do evento, segundo o governo.

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