Equador voltará a investigar região onde estava chefe das Farc, diz jornal

Quito, 5 abr (EFE).- O ministro da Defesa equatoriano, Javier Ponce, disse que o país voltará a investigar uma região de seu litoral onde havia a suposta atuação de um grupo armado relacionado às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), informou hoje a imprensa local.

EFE |

Ponce contou que a área, no litoral centro-norte do Equador, já tinha sido investigada depois do alerta de que Oliver Solarte, um dos chefes financeiros das Farc, se encontrava ali.

O ministro disse ao jornal "El Comercio" que se soube da possível presença de Solarte há algum tempo, mas que não houve evidências suficientes para justificar uma incursão.

A edição de hoje do "El Comercio" diz que as coordenadas do local "foram encontradas em um mapa que o Exército equatoriano recuperou no acampamento guerrilheiro em Angostura", cidade na floresta amazônica equatoriana, próxima à fronteira com a Colômbia, que foi bombardeado por tropas colombianas em 1º de março de 2008.

Foi neste local que as Farc instalaram um acampamento clandestino no qual 26 pessoas morreram durante o ataque, entre elas "Raúl Reyes", o então "número dois" da guerrilha.

A reportagem do "El Comercio" afirma que moradores da localidade de Bocana del Búa, no litoral norte equatoriano, contaram que uma fazenda do local foi alugada a um colombiano chamado Casimiro e que nela se alojava um grupo armado.

Além disso, os moradores entrevistados relataram que em várias ocasiões helicópteros pousaram na região trazendo pessoas vestidas em uniformes camuflados.

Habitantes de Bocana del Búa asseguram que o suposto grupo armado abandonou a área após o ataque em Angostura, mas sustentam que, aparentemente, ainda há colaboradores no lugar. EFE fa/bba

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