Equador teria acertado com Farc ajuda de Mandela para libertar reféns em 2008

Quito, 5 fev (EFE).- O ex-subsecretário do Ministério do Governo do Equador Ignacio Chauvín, investigado por suposta ligação com o tráfico de drogas, afirmou hoje que chegou a acertar com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) a libertação de reféns em um ato liderado pelo ex-presidente sul-africano Nelson Mandela.

EFE |

Em entrevista divulgada hoje pela imprensa local, Chauvín, que estava foragido da justiça há dias e se entregou na quarta-feira, afirmou que, para possibilitar a libertação dos sequestrados, se reuniu sete vezes com o porta-voz internacional das Farc, Luis Edgar Devia, conhecido como "Raúl Reyes".

O guerrilheiro foi morto em um bombardeio colombiano em território equatoriano em 1º de março de 2008.

"Com Raúl, chegamos a um acordo de um processo de libertação em massa que seria feito pelos Governos da América Latina e na presença de Nelson Mandela, onde seria entregue Ingrid Betancourt e quase todos os sequestrados políticos", ressaltou, em entrevista a uma emissora de televisão.

Para alcançar esse acordo, obtido antes do ataque colombiano ao acampamento de Reyes, Chauvín explicou que se reuniu "sete vezes com ele e havia um só objetivo neste processo, que era a troca humanitária".

"Com a morte de Raúl Reyes, mataram grande parte da troca humanitária", ressaltou.

Em 1º de março de 2008, o Exército colombiano bombardeou um acampamento das Farc em Angostura, dentro da Amazônia equatoriana, matando 26 pessoas, entre elas Reyes.

As Farc anunciaram em dezembro que libertariam unilateralmente seis sequestrados. No domingo, entregaram três policiais e um militar a uma missão humanitária, enquanto nesta terça foi a vez do ex-governador Alan Jara.

Hoje, está prevista a libertação do ex-deputado regional Sigifredo López. EFE ic/db

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