Equador tem sinal verde da CAN em salvaguardas a importações colombianas

Lima, 8 ago (EFE).- A Comunidade Andina (CAN) deu hoje sinal verde ao Equador para que aplique as salvaguardas cambiais às importações colombianas, mas deu a Quito um prazo de 15 dias para adequar suas medidas, de tal modo que estas não afetem o princípio de proporcionalidade.

EFE |

Assim, a Secretaria-Geral da CAN, com sede em Lima, dirimiu hoje o delicado assunto das salvaguardas aplicadas pelo Equador, desde 13 de julho, a mais de 1,3 mil cargas colombianas, entre elas automóveis, produtos têxteis, de higiene e geladeiras.

Através de duas resoluções - que serão publicadas integralmente na próxima segunda-feira -, a Secretaria-Geral da CAN considerou que "o Equador pode adotar medidas corretivas de caráter transitório às importações originárias da Colômbia", segundo um breve comunicado à imprensa do organismo andino.

A CAN determinou, na resolução 1.250, que "a desvalorização do peso colombiano, medida pela taxa de câmbio real bilateral, alterou as condições normais de concorrência no mercado equatoriano, nos termos do artigo 98 do Acordo de Cartagena".

O Governo equatoriano argumentou que aplicou as salvaguardas, com caráter temporário de um ano, para proteger a economia de seu país, porque a moeda colombiana desvalorizou cerca de 30%, uma medida que defendeu ao ponto de seu presidente, Rafael Correa, advertir que poderia abandonar a CAN se não lhe desse razão neste assunto.

Contra os argumentos de Quito, o Governo da Colômbia, que considera "ilegal" a medida, porque afeta um só país do bloco andino, enfatizou que sua moeda valorizou 11,64% a respeito do dólar este ano e 11% nos últimos 12 meses.

Os exportadores colombianos reclamaram que terão este ano perdas milionárias calculadas em US$ 200 milhões, em consequência do encargo cambial aplicado pelo Equador - com economia dolarizada -, a que se soma outro imposto cobrado por Quito há por "descompensação no balanço de pagamentos".

Além disso, os exportadores colombianos - cujo comércio com o Equador caiu 13% nos cinco primeiros meses de 2005, de US$ 571 milhões a US$ 489 milhões - advertiram no mês passado que, se a CAN não revogasse a medida, estavam dispostos a ir, em última instância, à Organização Mundial do Comércio (OMC). EFE wat/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG