Equador se prepara para eleições gerais com Correa favorito

QUITO - O Equador se prepara neste sábado para eleger nas urnas as novas autoridades do instável país andino, em eleições importantes para o presidente Rafael Correa, que de acordo com as últimas pesquisas conta com ampla vantagem para conquistar uma reeleição histórica apesar da crise econômica mundial.

Reuters |

Sete meses depois de aprovar em referendo a nova Carta Magna, de tom socialista, mais de 10 milhões de equatorianos votarão no domingo em eleições que podem fortalecer o poder do popular presidente para continuar com a sua "revolução" no pequeno país petrolífero.

"Os equatorianos decidirão sobre esse passado de saque, de injustiça, ou este presente e um futuro muito mais bonito, de mudança", disse Correa na quinta-feira a milhares de partidários em sua cidade-natal de Guayaquil, no litoral do país, onde encerrou a maratona da campanha eleitoral.

Após dois anos de governo, Correa possui grandes níveis de popularidade por seus milionários projetos sociais para a maioria pobre do país, apesar das críticas da fragmentada oposição, que denuncia o desperdício dos escassos recursos das exportações petroleiras e remessas de emigrantes.

Nesta eleição, a sexta desde outubro de 2006, o país decidirá milhares de cargos sob a nova ordem constitucional --inclusive presidente, vice-presidente, parlamentares e autoridades locais--, pelos quais mais de 30.000 candidatos competem em um país onde o voto é obrigatório.

A campanha também chegou a quartéis e colégios já que, pela primeira vez, militares, policiais e jovens maiores de 16 anos terão a possibilidade de votar, em um país onde a posição do Exército foi chave para a queda de três presidentes na última década.

O presidente garante que uma nova vitória nas urnas lhe permitirá avançar em seu projeto socialista, com o qual prevê aumentar o controle estatal em setores estratégicos, seguir com sua política de pulso-firme com os investidores estrangeiros e reformas das instituições públicas.

Seus críticos, que o acusam de seguir as políticas radicais de seu aliado venezuelano Hugo Chávez, advertem que elegê-lo para um novo mandato de quatro anos colocaria em risco a democracia e a debilitada econômica do maior exportador mundial de bananas.

"Vocês abaixam a cabeça para um tirano e isso não irei permitir. Quero devolver ao Equador sua dignidade e seu orgulho, disse o empresário bananeiro Alvaro Noboa, terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, à centenas de partidários.

Mas nem Noboa, nem o ex-presidente Lucio Gutiérrez, segundo as pesquisas, conseguiram apoio popular para desafiar o poder eleitoral do presidente, que segundo pesquisas se reelegerá já no primeiro turno, um fato inédito nos 30 anos da democracia equatoriana.

(Por Alexandra Valencia e Enrique Andrés Pretel)

    Leia tudo sobre: equador

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG