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Equador se diz insatisfeito com documentos entregues por Colômbia

Quito, 2 abr (EFE) - A ministra de Relações Exteriores do Equador, María Isabel Salvador, demonstrou hoje sua insatisfação com o material enviado pela Colômbia sobre os supostos documentos obtidos dos computadores que o país vizinho diz ter resgatado do acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

Bogotá teria tido acesso a estes arquivos após bombardear o refúgio das Farc em território equatoriano em 1º de março.

A ministra indicou que, embora na Colômbia tenha sido divulgado que nos computadores resgatados do acampamento de Angostura havia 16 mil documentos, o Equador, após insistir duas vezes por escrito, recebeu em 29 de março apenas 24 folhas com textos.

Ela lembrou que, em 7 de março, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, anunciou que entregariam a documentação dos computadores, que supostamente comprometia funcionários do Governo de Quito com a guerrilha.

A chanceler convocou hoje a imprensa ao Palácio de Governo para anunciar que entregará os documentos enviados por Bogotá à Promotoria e à Assembléia Constituinte, para que esta última analise a possibilidade de formar uma comissão, integrada também pela oposição, que se encarregará de investigar o assunto.

Salvador não respondeu a perguntas da imprensa e se limitou a indicar que as folhas enviadas têm uma numeração e marca d'água colocadas pela Colômbia, mas sem nada que comprove sua origem.

"Tirem vocês as conclusões", afirmou.

A ministra disse que tinham solicitado à Colômbia, "por escrito", cópia impressa e digital da documentação dos computadores, informação sobre o hardware, do software e dos servidores usados para a transmissão de dados.

Além disso, um relatório sobre as circunstâncias "nas quais o material foi apreendido" e uma exposição da metodologia empregada para analisar os computadores e conteúdos.

Ela explicou que pediram uma data para que se efetue uma inspeção e uma análise físicas dos equipamentos e documentos originais por parte de especialistas da Polícia equatoriana e de outros países.

"As 24 folhas que nos entregaram são textos impressos e uma informação absolutamente parcial do universo de dados supostamente encontrados nos computadores anti-bombas, porque, segundo as próprias autoridades colombianas, os computadores teriam cerca de 16 mil documentos", ressaltou.

Após reiterar que a Colômbia "não respondeu" ao pedido de Quito, afirmou que insistirão perante Bogotá para que entregue a informação nos termos solicitados.

O formato em que se recebeu a informação "não tem nenhum valor processual no Equador, como também não o teria em nenhum outro país do mundo", insistiu.

Nos documentos entregues à imprensa se menciona um "Lenin Ortiz" como suposto funcionário da campanha presidencial do atual chefe do Estado, Rafael Correa, como vínculo para tramitar uma reunião "de alto nível com delegados de Correa".

"Ortiz", segundo o documento datado em setembro de 2006 e encabeçado com a frase "Camarada Raúl", trabalhava com René Vargas, que foi integrante do diretório da empresa estatal Petroecuador e é atual embaixador do Equador na Venezuela.

Em outro, datado de 5 de janeiro de 2007 e supostamente escrito por "Raúl", se menciona um "coronel Brito" como "emissário de Rafael Correa", enquanto em uma folha se fala do pesar pela morte da "ministra amiga".

No arquivo datado em janeiro de 2008 se menciona que se atendeu a visita do "ministro de segurança do Equador, Gustavo Larrea, e Juan, que em nome de Correa, trouxe saudações para o camarada Manuel e o Secretário".

Relata-se ainda "o interesse do presidente de oficializar as relações com a direção das Farc por conduto de Juan". EFE sm/db

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