Equador registra 28 mil novos refugiados colombianos no último ano

Quito, 9 abr (EFE).- O Governo do Equador informou hoje que identificou 28 mil novos refugiados colombianos no último ano, após aplicar um plano de Registro Ampliado.

EFE |

Com esse número, agora são 53 mil pessoas que estão refugiados em território equatoriano.

A Chancelaria do Equador indicou que, graças ao Registro Ampliado, tirou da "invisibilidade" 28 mil colombianos que residiam no Equador, que fugiram da violência em seu país e que necessitavam algum tipo de proteção internacional.

Entre 2000 e 2009, o Equador tinha entregado cartas de refúgio a 25 mil pessoas, a grande maioria delas de nacionalidade colombiana, mediante um processo regular de registro.

Em março do ano passado, o Governo equatoriano elaborou o plano de Registro Ampliado sobre a base de estudos que advertiam que no país havia cerca de 135 mil imigrantes, a maioria colombianos, com alguma necessidade de proteção internacional.

O Equador empreendeu o programa de Registro Ampliado com ajuda do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), que elogiou o processo realizado pelo Governo equatoriano.

"Ao se tornar a primeira iniciativa estatal de proteção humanitária e jurídica internacional a refugiados efetuada por um país da América Latina, este projeto recebeu o reconhecimento internacional como um modelo de boas práticas em matéria de direitos humanos", disse hoje Alfonso Morales, diretor-geral de Refugiados da Chancelaria equatoriana.

"Os beneficiados deste processo se somam às 25 mil pessoas que foram reconhecidas como refugiadas entre os anos de 2000 e 2010, no marco do processo ordinário ou regular para a determinação da condição de refugiados. Com isso, o número total de refugiados reconhecidos no Equador chegou a 53 mil pessoas", reiterou.

Morales explicou que, desse total, 98% de pessoas registradas são de nacionalidade colombiana. Segundo ele, o "Equador é o país com o maior número de refugiados reconhecidos e solicitantes de refúgio em toda a América Latina". EFE fá/sa

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